Domingo, 26 de Julho de 2009

Este país não é para velhos

O que impressiona mais em Tokyo Monogatari (1953) nem é aquela estética, tão própria, a câmara tão certa, quase estática (alguém lhe chamou calma, se calhar é isso), onde tudo parece estar no lugar. Nem a morte em si. O que realmente comove é aquele casal, aqueles velhotes esquecidos, empecilhos na grande metrópole onde eles não têm lugar. Esta estória de Tóquio é uma estória de angústia e mágoa, latentes e pungentes nas duas horas que a obra maestra de Ozu dura, onde só Noriko, a diligente nora, se parece importar. Setsuko Hara, ela, a musa de Ozu, porque o fazer de boazinha também pode ser arte.

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Lídia Gomes às 00:10
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