Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Não sei de onde vem toda a agitação em volta de District 9. Não há por lá nada que não seja reciclado e até a abordagem estilo falso documentário, que redunda num imenso vazio quando não suportada por uma mínima noção de dramaturgia, de tempo, quando não é colocada por cima de uma qualquer ideia, já foi feita e refeita de formas mais eficientes (Blair Witch, Blair Witch). Como está, a coisa vai seguindo em direcção a nada e culmina num terceiro acto em que Neil Blomkamp, como se possuído por Roland Emmerich ou Michael Bay, deita por terra de vez a concepção primária de filmar corpos, vísceras, sangue e suor, e limita-se a filmar zeros e uns. Então e o cinema?

tags: ,

Fábio Jesus às 21:56
link | comentar | favoritos
2 comentários:
De Luís Costa a 12 de Outubro de 2009 às 00:27
Peço desculpa desde já por discordar e por apresentar a justificação com palavras de outros:

"No true fan of science fiction -- or, for that matter, cinema -- can help but thrill to the action, high stakes and suspense built around a very original chase movie."

"Madly original, cheekily political, altogether exciting District 9."

"District 9 is very smart sci-fi, but that's just the beginning; it's also a scathing social satire hidden inside a terrific action thriller teeming with gross aliens and regrettable inter-species conflict. And it's a blast. . . ."

"District 9 proves that genre films, besides being a hell of a lot of fun, can say things you hadn't considered and show stuff you haven't seen."

"Though compelling throughout, District 9 never becomes outright terrifying, largely because Blomkamp is less interested in exploiting his aliens for cheap scares than in holding up a mirror to our own bloodthirsty, xenophobic species."

"Anyone who watches District 9 and doesn't think of Apartheid, Nazis, and Josef Mengele needs to spend some time reading a few history books."

Neste filme I go with the flow.


De Fábio Jesus a 16 de Outubro de 2009 às 23:06
Se vamos por aí, prefiro colar as duas últimas frases da crítica do Vasco Câmara:

"Mais do que oportuno, oportunista? Ou seja: eis como aquele que poderia ser um grande filme político do nosso tempo - vamos corrigir: aquele que poderia ser um grande filme do nosso tempo - fica reduzido a filme sintomático do nosso tempo."


Comentar post

▪ os pornógrafos

▪ pesquisar

 

▪ posts recentes

Maio

Apichatpong, dois

As quatro voltas

Apichatpong, um

Simpatias

Filmes difíceis

O adeus televisivo de uma...

Black Swan

Re-Animator

A rainha da galáxia

▪ arquivos

Junho 2011

Maio 2011

Fevereiro 2011

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

▪ links

free tracking

▪ subscrever feeds