Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Saber Perder

Acabei agora mesmo o Saber Perder do David Trueba. Li-o no original em castelhano e isso tem mais importancia do que se possa pensar. Não é nenhuma obra-prima. Há figuras de estilo de gosto duvidoso. Situações inverosímeis, talvez. Mas aquelas quatro personagens callejaran ruas que eu calcorreei. Foi como se de repente não estivesse a ler apenas um livro, estivesse a ver tudo com uma mirada sobre os seus ombros carregados, um filme com cores e formas demasiado próximas, com aquela língua que levei na boca durante todo aquele tempo, aqueles bons tempos. A esta distancia ler uma reportagem de ambiente tão certeira sobre a cidade que um dia foi minha é doloroso, muito doloroso. Se calhar a tal inverosimilhança tem um porquê, até aposto que sim. Como que se alí não existissem impossíveis. Existem, claro que existem, mas são um bocadinho menos impossíveis do que aqui. Há que saber perder. Que título tão bem esgalhado, Don Trueba. Este blogue está cada vez mais pessoal, chiça.


Lídia Gomes às 00:30
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