Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Eu já tenho... e vocês?


Os 1001 exemplares desta invenção maravilhosa da CP esgotaram, como seria de esperar, num piscar de olhos: às 7 da manhã de sexta-feira, na gare de Aveiro, já só havia cerca de metade das 70 unidades aí colocadas à venda. Não é de estranhar: por 99€, garante a entrada em quatro festivais de Verão (entre os quais o Super Bock Super Rock e o Sudoeste TMN), as viagens de ida e volta de qualquer ponto do país até às estações mais próximas dos festivais, uma assinatura anual da Blitz e da Associação Juvemedia e finalmente, a pièce de résistance, uma mochila CP. Garante, para já, numa altura em que ainda faltam preencher a maior parte dos cartazes de três dos quatro festivais, a oportunidade de presenciar bandas e intérpretes como Metallica, Arcade Fire, The Jesus and Mary Chain, TV on the Radio, Interpol, Camera Obscura, Patrick Wolf, The Streets ou Clap Your Hands say Yeah, entre muitos, muitos outros. Por outras palavras, serve de passaporte para um Verão que se prevê memorável e que principia dia 28 de Junho, no Parque Tejo do Parque das Nações e termina a 15 de Agosto, em Sagres, no Algarve.

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Fábio Jesus às 23:50
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Domingo, 29 de Abril de 2007

Uma Camera (pouco) Obscura

Da Escócia, já se sabe, surge, de quando em vez, uma daquelas bandas capazes de nos levar ao "extasiamento" (que é uma palavra que não existe, para minha pena e fúria, no dicionário português). Grupos como os Belle & Sebastian, Franz Ferdinand ou os Mogwai são belos exemplos.

 

No entanto, o Verão de 2006 trouxe-me a maior das revelações da música escocesa, os mui retro Camera Obscura e a contagiante Lloyd, I'm Ready To Be Heartbroken. Apesar de já não serem nenhuns bebés na indústria (formaram-se no já longínquo ano de 1996), a banda de Tracyanne Campbell apenas conseguiu o merecido destaque com o lançamento, em meados do ano passado, do tão dançavel como relaxante Let's Get Out of This Country, álbum repleto de influências dos anos 60 (com pitadas dos 80), melodias doces e harmoniosas e aquela voz quase angelical de Campbell. Em suma, um rebuçado de indie/folk.

 

E por ocasião da confirmação da presença dos Camera Obscura no Sudoeste 2007 (o meu eu optimista acreditava que eles vinham a Paredes de Coura...enfim) em baixo vejam o clip de Tears For Affairs, o quarto single de Let's Get Out of This Country, lançado no passado mês de Março. Este clip vem na senda dos anteriores da banda de Glasgow, ou seja, quase tão inteligentes quanto as suas letras sendo o de Tears For Affairs uma bonita e curiosa homenagem aos programas musicais transmitidos nos EUA na década de 60, onde pontificava o country e a folk.

 

 

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Lídia Gomes às 18:46
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Sábado, 28 de Abril de 2007

O mal menor



Os últimos seis episódios de Studio 60 on the Sunset Strip, a série de Aaron Sorkin de que aqui falei há uns tempos a propósito do cancelamento de The Black Donnellys, serão transmitidos na NBC a partir de 24 de Maio, ocupando o lugar, à quinta-feira, que irá ser deixado vago por ER. Não são muitas as hipóteses da série ser renovada para uma segunda época, mas até 10 de Maio (data na qual a NBC anuncia o seu line-up para a próxima época) os seus admiradores (como é o meu caso) podem manter uma ténue esperança. É o que dá ter-se apenas 7 milhões de espectadores por semana...


Fábio Jesus às 14:20
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Quem escreve assim não é gago #3



Did you hear the news about Edward?
On the back of his head
He had another face
Was it a woman's face
Or a young girl
They said to remove it would kill him
So poor Edward was doomed
The Face could laugh and cry
It was his Devil twin
And at night she spoke to him
Of things heard only in hell
They were impossible to separate
Chained together for life
Finally the bell tolled his doom
He took a suit of rooms
And hung himself and her
From the balcony irons
Some still believe he was freed from her
But i knew her too well
I say she drove him to suicide
And took Poor Edward to Hell


Poor Edward, Tom Waits


Fábio Jesus às 14:08
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Always be Cobbling



Há dias, ao postar por aqui o brilhante monólogo de Alec Badwin em Glengarry Glen Ross, lembrei-me de uma excelente paródia a essa mesma cena, interpretada pelo próprio Baldwin, para o Saturday Night Live. O monólogo é praticamente o mesmo, com a única diferença que certas palavras foram substituídas por outras relacionadas com o Natal e Elfos, com efeitos hilariantes. De destacar, ali pelo meio, o momento em que Baldwin, por engano, profere o original Always Be Closing, ao invés do suposto Always be Cobbling. "Put that cocoa down!"


Fábio Jesus às 23:47
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007

O iPhone segundo Conan O'Brien...

 

 

É por estas e por outras que o Late Night with Conan O'Brien é, provavelmente, o melhor programa de televisão todos os tempos!


Lídia Gomes às 18:09
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Domingo, 22 de Abril de 2007

A Galinha Robô



Robot Chicken é uma série televisiva de animação, magicada pelas mentes doentias de Seth Green e Matthew Senreich, infelizmente pouco conhecida deste lado do Atlântico, que eu considero uma das mais audazes e absolutamente hilariantes produções da televisão norte-americana dos últimos anos. A premissa base é simples: uma galinha normal é atropelada por um carro e posteriormente ressuscitada em forma de ciborgue por um cientista louco chamado Fritz Huhnmorder (que, em alemão, quer dizer “assassino de galinhas”) que, como forma de tortura, obriga-a a ver os sketches que compõem os cerca de 11 minutos de duração de cada episódio. É nestes sketches (que variam de duração, desde poucos segundos a alguns minutos) que reside toda a piada de Robot Chicken, uma vez que eles funcionam como sátira mordaz, parodiando tudo e todos, de George Bush a Jesus Cristo, passando por reality-shows como Big Brother. A animação, em stop-motion, está longe de ser genial, mas não é por aí que a série perde qualquer encanto, já que a diversidade de artefactos utilizados (bonecos, action figures, plasticina) é mais que suficiente para entusiasmar o espectador. O voice-acting já foi desempenhado por uma panóplia de celebridades, incluindo os casts completos de That 70’s Show, Family Guy e dos filmes de Scooby-Doo. Criada em em 2005, Robot Chicken prepara-se para principiar a terceira época, esta Primavera, no Cartoon Network. Muitos dos episódios anteriores estão disponíveis, na íntegra, no Youtube.


Como exemplo, deixo-vos com um dos meus sketches de eleição, um delicioso cruzamento entre Mario e Grand Theft Auto. Tudo funciona neste sketch: o timing cómico é absolutamente perfeito (repare-se na maneira como Mario abre os braços, logo no início, enquanto pergunta “Which way should we go?”); as referências, tanto a Mario como a Vice City, abundam, dando origem a certos momentos brilhantes (“Oh look, it’s a turtle”); o voice-acting, com o sotaque italiano carregadíssimo não tem uma única falha; e o fim, com um confuso Yoshi a ir parar a Raccoon City (“Raccoon City? Sounds lovely”) e a ser decapitado por zombies é hilariante. E este é apenas um de muitos sketches de altíssima qualidade. Genial.



Fábio Jesus às 20:37
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Sábado, 21 de Abril de 2007

Olhó vídeo fresquinho...

Giddy Stratospheres é o terceiro single de Someone to Drive You Home, das "fresquíssimas" The Long Blondes (ou dos fresquissímos quiçá...a própria imprensa ainda não decidiu que artigos pessoais usar quando falam do colectivo de Kate Jackson). Para além do belo clip com sabor a 70's, este Giddy Stratospheres é um dos melhores temas com que a banda de Sheffield nos presenteia no seu álbum de estreia.

 

Já agora (e continuando na dinâmica de pedinchice do post anterior), num ano em que todas as bandas do mundo vêm tocar a Portugal, como é que ninguém se lembrou destas senhoras? (ou senhores...ver explicação acima). Pessoal do Paredes de Coura, como é que é???

 

N.B: Escrevi um post sobre The Long Blondes e não referi nem uma única vez a palavra "Blondie"...é obra!

 

 

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Lídia Gomes às 22:59
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

Para quando...?



Ou será que vamos ter que esperar que seja sorrateiramente lançado em dvd, à semelhança do hilariante fenómeno de culto que é Shaun of the Dead, que por cá recebeu o inacreditável nome de Zombies Party: Uma Noite… de Morte? A edição em dvd, por terras de Sua Majestade, está prevista para 11 de Junho, ou seja, daqui a pouco mais de mês e meio. E nós continuamos a ver navios. Edgar Wright, Simon Pegg e Nick Frost merecem mais.

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Fábio Jesus às 23:06
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!"#2

 

Glengarry Glen Ross (James Foley, 1992) é notável por várias motivos: porque a palavra fuck e suas derivadas são proferidas num total de 138 vezes ao longo da hora e quarenta de duração, o que lhe granjeou o apelido, entre o cast, de Death of a Fucking Salesman; porque é um dos melhores filmes dos anos 90, o melhor de James Foley e incorpora umas das melhores ensembles de actores que tive oportunidade de visualizar, nomeadamente Al Pacino, Jack Lemmon, Alan Arkin, Alec Baldwin, Ed Harris, Kevin Spacey e Jonathan Pryce, e todos eles conseguem uma das melhores interpretações das suas carreiras; porque Alec Baldwin, nos escassos sete minutos em que aparece, rouba o filme num monólogo absolutamente memorável, que merece ser visto e revisto vezes sem conta.


Fábio Jesus às 16:38
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Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Notícias e primeiras imagens do spin-off de Grey's Anatomy

Private Practice. Apesar de ainda não confirmado, segundo o IMDB é este o nome do tão esperado spin-off de Grey's Anatomy que terá como protagonista Kate Walsh, a Addison Montgomery de Grey's.

 

Uma suposta sinopse não-oficial foi, entretanto, revelada pelo LA Times. Segundo a publicação, desapontada com a má sorte no amor, Addison viaja para Santa Monica para encontrar amigos de faculdade e pedir alguns conselhos. Eles serão Naomi (Merrin Dungey) e Jackson (Taye Diggs), que para a médica são o casal perfeito: um casamento estável, uma bonita filha e uma bem sucedida clínica médica. Contudo quando chega à California descobre que os seus amigos se divorciaram e que na clínica nem tudo corre bem. Então, numa atitude tão repentina como messiânica, deixa Seattle e junta-se ao Oceanside Wellness Group.

 

Apesar de a ABC continuar a não confirmar a série, o facto é que grande parte do cast já está contratado e nos últimos dias surgiram até as primeiras fotos do suposto (tudo nesta série parece sempre "suposto") pilot de Private Practice. Para os interessados ver abaixo: 

 

 


Lídia Gomes às 00:20
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Sábado, 14 de Abril de 2007

O maravilhoso mundo da Midseason, parte 2



The Tudors é a mais recente aposta do canal norte-americano Showtime, que no início desta época televisiva nos deu o deliciosamente sangrento Dexter. É uma série de época, centrada no início do reinado de Henrique VIII, interpretado por Jonathan Rhys Meyers, particularmente nas suas inúmeras relações afectivas e nas relações políticas entre a Inglaterra e outros países europeus, nomeadamente a França. A julgar pelo episódio-piloto (o primeiro de apenas dez), The Tudors não se afasta em demasia do registo tradicional de época, com todas as características, positivas ou negativas, que isso implica. A reconstrução do período histórico, os conflitos de interesse e a avareza do clero (aqui representado por Sam Neill, no papel de Cardeal Wolsey) marcam forte presença, como seria de esperar de uma obra do género. No entanto, o guião está longe de ser brilhante e parece reciclado de um qualquer drama histórico que tenha reflectido a mesma época – ultrapassa-me como a série possa ter sido aclamada, pelo New York Post, como “a melhor desde The Sopranos”. A ver por fãs de História ou do reinado de Henrique VIII em particular, mas para todos os outros, há melhores maneiras de passar 50 minutos. E nem é preciso saltar o género: Rome, da HBO, é bem melhor.



 

Em 1995, Ira Glass criava um programa de rádio destinado a tornar-se num multi-laureado pequeno fenómeno de popularidade. Chamava-se Your Radio Playhouse e assumia-se como um programa semanal de uma hora de duração, constituído por múltiplos actos (ligados por um tema específico) nos quais se davam a conhecer situações muitas vezes bizarras que Glass e a sua equipa descobriam nos quatro cantos dos Estados Unidos. Em 1996, o programa mudava o nome para This American Life, muito mais adequado, tendo em conta o seu conteúdo: pedaços de vidas americanas, extraordinários por esta ou aquela razão, dignos de registo e reconhecimento. This American Life é agora uma série televisiva, também com a chancela Showtime, e transformou-se quase instantaneamente numa das minhas favoritas. O estilo cru contrasta de maneira quase perfeita com a maior parte da ficção que nos é oferecida em catadupa todas as semanas – This American Life consegue ser hilariante e tocante no momento imediatamente a seguir e é constantemente fascinante e, acima de tudo, real. O ar geeky de Glass e a sua voz pouco convencional rapidamente nos fazem simpatizar com o apresentador à medida que ele nos guia pelas várias histórias que constituem cada episódio. A primeira época será constituída por apenas seis episódios mas já existe contracto para os próximos quatro anos. E eu cá estarei a assistir religiosamente, semana após semana.


Fábio Jesus às 23:08
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

Aimee Mann pela primeira vez em Portugal

Segundo o site oficial da própria Aimee Mann, a norte-americana dará o seu primeiro concerto em terras lusas a 25 de Julho, no Coliseu de Lisboa.

 

Ora esta é uma notícia que me deixa deveras feliz já que, na minha modesta opinião, Aimee Mann continua a ser uma das mais talentosas singer-songwriters do actual panorama musical (Bachelor Nº2 é um dos álbuns da minha vida!) e que, mais dia menos dia, terá o seu cantinho na bonita rubrica "nova pornógrafiana" Quem escreve assim não é gago.

 

Em baixo, Save Me, uma das mais inesquecíveis composições de Aimee Mann e também o tema que fecha essa película arrebatadora e muito apreciada neste estaminé, Magnolia de Paul Thomas Anderson.

 


Lídia Gomes às 20:11
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

O Tributo



O Os Novos Pornógrafos fez ontem um mesinho, e as coisas parecem estar a correr bem. Para celebrar a data, nada melhor que uma pequena homenagem aos verdadeiros Pornógrafos, aqueles que, no fundo, nos baptizaram. Porque sem eles aqui o sítio seria bastante diferente. 


Escolher um nome para o estaminé não foi uma tarefa fácil. Aliás, foi provavelmente a tarefa mais penosa no que à criação deste blogue diz respeito. Potenciou algumas belas discussões e originou apostas tão díspares como Last Nite ou o poético Lesmas na Couve da Existência. Eventualmente acabámos por equacionar a opção Os Novos Pornógrafos, denominação que nos parecia adequada para aquilo que pretendíamos fazer, e assim ficou.


O Canadá tem-se vindo a revelar cada vez mais como um Shangri-La da boa música. Do seu currículo constam nomes que variam de Joni Mitchell aos novos Senhores do Universo Arcade Fire, passando por bandas tão distintas como os Wolf Parade, os The Dears, os Godspeed You! Black Emperor ou os Death From Above 1979, entre muitas, muitas outras.


Os The New Pornographers são, claro está, uma banda canadiana, formada em Vancouver, há cerca de dez anos, em 1997. São habitualmente designados por “supergrupo” (à semelhança dos compatriotas Broken Social Scene), uma vez que todos os seus membros pertencem também a outros projectos e/ou detêm uma carreira a solo. Este são Dan Bejar, John Collins, Neko Case, Kathryn Calder, Carl Newman, Todd Fancey, Kurt Dahle, Nora O’Connor e Blaine Thurier, ocasionalmente secundados por outros intérpretes, caso do baterista Fisher Rose. Carl Newman (detentor também de uma carreira a solo, como A.C. Newman) é o principal letrista e líder do grupo, e foi também o autor do nome peculiar. Jimmy Swaggart chamou um dia à música “a nova pornografia”, mas Newman afirma que desconhecia a citação na altura em que engendrou uma denominação para a banda.


Donos de uma sonoridade alegre (que por vezes disfarça o teor mais carregado das letras, caso de The Slow Descent into Alcoholism), um power pop caracterizado pelas harmoniosas composições e por uma multiplicidade de vozes que origina um som maior que a vida, fácil de admirar e ainda assim bem mais complexo do que o pop tradicional, saltaram para a ribalta (no seu país, pelo menos…) com o lançamento do aclamado primeiro álbum, Mass Romantic (2000), do qual saiu o enorme hit Letters From an Occupant. Desde então, tiraram mais dois coelhos da cartola, com o lançamento de Electric Version, em 2003 e do universalmente aplaudido Twin Cinema, dois anos depois. Encontram-se neste momento a ultimar o quarto LP, Challengers, a ser lançado em Agosto e aguardado ansiosamente por estes lados.


Nas palavras dos próprios, no site da banda, “os The New Pornographers são um grupo de Vancouver composto por A.C. Newman e um grupo grupo de pessoas ridiculamente talentosas que ele sente serem unicamente equipadas para realizar as suas ambições musicais”. E nós não podíamos concordar mais. Até porque fazer pornografia que pode ser apreciada por qualquer faixa etária, raça ou credo é um feito do qual poucos se podem orgulhar.

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Fábio Jesus às 18:47
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007

Heroes finalmente em Portugal

A TVI adquiriu os direitos de transmissão de Heroes, série da estação norte-americana NBC.

 

Heroes, criada por Tim Kring, é neste momento a série nova com mais audiência nos EUA e conta-nos a saga de um grupo de indivíduos aparentemente comuns mas que descobrem possuir super poderes. Nada de muito original este plot...mas diz quem viu (eu, infelizmente, ainda não tive a oportunidade) que Heroes é muito mais do que uns quantos energúmenos que tentam evitar a destruição da Terra e salvar a Humanidade.

 

Estas e outras dúvidas sobre a série podem ser tiradas apartir de dia 21 de Abril (Sábado) na TVI ás 14h00.


Lídia Gomes às 23:43
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Sábado, 7 de Abril de 2007

Bizarro



O novo filme do húngaro György Pálfi, Taxidermia, é um exercício em bizarria como poucos, uma comédia muito negra bem ao estilo de Delicatessen. Segue três gerações de uma família altamente disfuncional: um homem obcecado com sexo que sonha disparar fogo pelo pénis, um atleta de ingestão competitiva com uma cauda de porco e, finalmente, um taxidermista com problemas de aparência. Não há qualquer ligação entre os três segmentos, para além do laço familiar – como se estivéssemos a visionar três curtas-metragens que apenas têm em comum o facto de serem brutalmente inventivas e de se centrarem em algumas das piores características do ser humano.


Vencedor – de uma forma tão surpreendente como merecida – do Prémio do Público no mais recente Fantasporto, Taxidermia não é, definitivamente, para todos. Sim, porque Eli Roth é um menino de coro à beira de György Pálfi. Nudez, decepações, vómitos em quantidades industriais, gatos assassinos e uma cena particularmente perturbante que envolve o homem da imagem a extrair os seus próprios órgãos são alguns dos muitos docinhos que o realizador preparou para os amantes mais fervorosos do gore. E o mais fenomenal é que, apesar de aparentar ter sido feito a pensar no valor choque e da parca coerência narrativa, Taxidermia é constantemente estimulante e cativante. O que, por si só, já seria um grande feito. Mesmo sem os gatos assassinos.        

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Fábio Jesus às 22:38
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2007

Coisas que me vão irritando por estes dias...

- Estamos em Abril e está um frio dos ananáses;

- O The Fountain só ter estreado no Porto e Lisboa;

- Não morar no Porto;

- Sapatos de verniz pretos com meia branca turca;

- Os White Stripes vêm ao Alive! e não ao SBSR;

- Pessoal que diz "Mortandela";

- O INLAND EMPIRE só ter estreado no Porto e Lisboa;

- Não morar em Lisboa...

 

 


Lídia Gomes às 19:16
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2007

The Fountain (2006), de Darren Aronofsky



Darren Aronofsky é um homem ambicioso, e, acima de tudo, muito persistente. The Fountain é um filme que quase não o foi: inicialmente para ser filmado em 2002, com um orçamento de 70 milhões de dólares e Brad Pitt e Cate Blanchett como protagonistas, acabou por ser posto de lado após a saída de Pitt, por alegadas diferenças criativas com o realizador. Mas Aronofsky tinha uma história para contar, e não desistiu. Acabou por retomar o projecto, em 2005, com um par diferente de protagonistas e metade do orçamento. O resultado é uma obra fascinante, embora não inteiramente bem sucedida.


The Fontain é a história de um homem, e de três épocas distintas: o passado, o presente e o futuro. Ou o presente, o passado próximo e um passado distante. Tudo depende da forma como escolhemos interpretá-lo. Somos apresentados a três linhas temporais diferentes: numa primeira, seguimos um neurocirurgião enquanto este tenta descobrir uma cura que salvará a sua esposa da morte certa que lhe é augurada por um tumor cerebral; noutra, assistimos à demanda pela Árvore da Vida por parte um Conquistador numa Espanha perto do descalabro; finalmente, observamos a viagem de um homem e uma árvore moribunda, no interior de uma bolha, em direcção ao que assumimos ser o espaço profundo.


Hugh Jackman é sublime na interpretação do trio de homens, conferindo uma dimensão muito própria a cada um – a inexorável certeza da morte que se avizinha e a recusa da mesma são reflectidas na face de constante alerta do neurocirurgião, face esta que se transfigura completamente para demonstrar a determinação obtusa do Conquistador. O terceiro homem é interpretado de forma bastante diferente, com uma serenidade quase etérea. É um atestado à versatilidade de Jackman a maneira como este compõe três homens intimamente ligados mas irremediavelmente distintos.


Transcendental e arrebatador são alguns dos adjectivos que já foram utilizados para descrever The Fountain. Arrebatador é-o certamente. A fotografia de Matthew Libatique e a banda-sonora de Clint Mansell convergem de maneira excepcional, dando origem a uma experiência sensorial como poucas, recheada de mini-clímaxes. Muito mais que um simples filme, The Fountain é uma experiência imersiva, que nos envolve e nos desperta os sentidos de maneira única. É difícil não abandonar a sala de cinema atordoado, ainda a processar a hora e meia anterior.


À medida que a sensação de atordoamento desvanece e o pensamento normal volta ao activo, no entanto, as falhas de The Fountain tornam-se mais evidentes. Grande parte do impacto do filme advém da beleza dos fotogramas e da excelência sonora muito mais do que da qualidade do argumento. O ensaio de Aronofsky sobre o antagonismo entre a inevitabilidade da morte e o desejo da vida eterna funciona até certo ponto, mas a ideia é ultrapassada pelos excelsos valores de produção, que acabam por, até certo ponto, a ofuscar. A ideia do realizador só não se materializou numa obra-prima porque o realizador cometeu o erro de se deixar iludir de tal forma pelas inúmeras possibilidades que acabou por fazer uma obra na qual o fim é menos importante do que o meio para o atingir.


Apesar das falhas, The Fountain não é de maneira nenhuma um filme falhado, porque um projecto não inteiramente sucedido de Darren Aronofsky continua a ser superior à maior parte dos filmes que nos invadem as salas de cinema todas as semanas. É, apesar de tudo, um excelente filme que merece ser visionado por toda a gente, quanto mais não seja pela belíssima história de amor em torno da qual tudo decorre.


Josh Bell, crítico de cinema do jornal Las Vegas Weekly, intitulou The Fountain de “biscoito da sorte com a duração de um filme”, e é impossível não concordar, pelo menos em parte. Em última análise, tudo se resume a um carpe diem excessivamente floreado. Embora, com um floreado destes, seja impossível ficar indiferente.


8/10


Fábio Jesus às 02:45
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Terça-feira, 3 de Abril de 2007

E viva o Machado



Não que isto interesse, ou sequer diga alguma coisa à esmagadora maioria dos leitores aqui do sítio, mas fiquei feliz ao saber que The Black Donnellys, a série de Paul Haggis e Robert Moresco sobre quatro irmãos americano-irlandeses que se envolvem no crime organizado, foi cancelada pela NBC, e será retirada do ar ao fim de apenas 9 episódios. Não porque tenha algum ódio de estimação pela série, simplesmente porque The Black Donnellys veio ocupar o horário de Studio 60 on the Sunset Strip, de Aaron Sorkin, que foi consequentemente tirada do ar sem data de regresso. Como considero Studio 60 a melhor série a estrear esta época, espero agora que os senhores da NBC a recoloquem no ar em breve, embora para já nada esteja anunciado.


Fábio Jesus às 22:55
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Recentemente muito no ouvido: CUT CITY

Andava eu em mais um périplo por esse maravilhoso mundo da Internet quando descobri estes suecos (e se há Suécia, meus amigos...há qualidade!) de seu nome CUT CITY.


Os Cut City são um trio de Gotemburgo que tem suscitado um certo "hype" com o lançamento de Exit Decades. O som esse, é claramente inspirado no pós-punk do início dos anos 80 o que tem levado a que sejam constantemente comparados a uns Joy Division ou a uns mais recentes Interpol.


Há que atentar a temas como Manoeuvers ou Like Ashes Like Millions...Os Novos Pornógrafos já ouviram e gostaram!

 

Mais informações dos Cut City aqui.

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Lídia Gomes às 22:56
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