Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

The Concerts à Emporter strikes back

 

 

 

Grizzly Bear a cappella pelas ruas de Paris

Delicioso.

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Lídia Gomes às 22:55
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Pugilistas



Os The National são uma banda formada em 1999, sediada em Brooklyn, Nova Iorque, composta por cinco elementos e liderada por Matt Berninger. Em 2005, caíram nas graças da crítica com o lançamento do terceiro LP, Alligator, que marcou presença em muitos Tops 10 de final de ano (entre os quais o meu) e os lançou numa tournée, com concertos abertos pelos Clap Your Hands Say Yeah. Apoiados na voz grave de Berninger, são capazes de criar um rock forte e musculado (Abel) assim como temas mais contidos (Green Gloves), que não perdem nenhum do impacto dos mais pesados. O quarto álbum de originais, Boxer, situa-se quase na totalidade neste último registo e é para já um dos melhores discos do ano, provando que Alligator era muito mais que simples fogo-de-vista. Entre os convidados encontra-se o norte-americano sonhador Sufjan Stevens (outro dos grandes heróis aqui do sítio, do qual falaremos brevemente) que toca piano em duas faixas. Fiquem com Start a War, música aqui interpretada como parte dessa grande iniciativa chamada Concerts à Emporter.


 

 

 

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Fábio Jesus às 04:13
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Domingo, 27 de Maio de 2007

É favor fumar lá fora

Smokers Outside The Hospital Doors, o primeiro avanço para An End Has a Start, segundo álbum dos sempre interessantes britânicos Editors é uma bela música sobre o demasiado tempo que se passa em hospitais...

 

 

... e além disso são a melhor coisinha que vai passar pela Zambujeira do Mar lá para Agosto.

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Lídia Gomes às 23:23
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Sábado, 26 de Maio de 2007

A season finale



Permitam-me tirar um momento para manifestar a minha profunda admiração pela autêntica religião iniciada por J.J . Abrams, Damon Lindelof e Jeffrey Lieber há quase três anos, no já longínquo Outono de 2004. Na altura, o trio tinha consciência que tinha algo de muito especial em mãos, mas estava longe de imaginar que, criando uma série sobre um grupo de sobreviventes de um desastre de avião numa ilha muito especial, faziam nascer um monstro que despertaria as mais fortes paixões em alguns e os mais profundos ódios noutros, mas não deixaria ninguém indiferente.


Desde então, o projecto embrionário cresceu a uma velocidade supersónica, inserindo-se intrinsecamente na cultura popular e originando uma comunidade de fãs massiva e completamente heterogénea. Inspirou jogos de tabuleiro e videojogos, livros de banda desenhada e letras de músicas, romances e até um jogo de realidade alternativa. Foi citado e parodiado em inúmeras séries e filmes e recebeu inúmeros prémios. Deu origem à sua própria enciclopédia virtual, em formato wiki, gerida por fãs devotos em todo o Mundo.


Nos últimos anos, descobri muito do que de melhor se faz a nível de ficção televisiva do outro lado do Atlântico. Descobri Deadwood, Six Feet Under, Oz e 24; Scrubs, Arrested Development e Robot Chicken. E ainda assim, continua a não haver nada que me faça aguardar a semana seguinte com tanta expectativa como Lost. Porque Lost é mais que a soma das suas partes, mas as partes são todas geniais. Porque Lost tem falhas e pontos baixos mas ainda assim é impossível parar de seguir a trama com redobrado interesse. Porque, essencialmente, Lost é a série que eu levaria para uma ilha isolada.


Mas este texto não é uma carta de amor à série. É antes disso uma homenagem a um episódio muito especial. O período de vida de Lost vai, neste momento, a meio. A terceira das previstas seis épocas terminou esta semana, e terminou com um Bang. A season finale (Through the Looking Glass) da terceira época é uma prova de como os argumentistas conseguem, quando se esforçam, criar momentos de televisão inesquecíveis, e é o corolário de uma época que iniciou a velocidade de cruzeiro mas que se reencontrou a meio do caminho e conseguiu uma recta final em grande forma.


Through the Looking Glass tem um pouco de tudo. Tem aquela que é, possivelmente, a maior revelação de toda a série até ao momento, respondendo parcialmente a uma das mais antigas e debatidas interrogações dos fãs. Tem um Matthew Fox insuperável. Tem momentos de alta comédia e momentos de alto drama, tensões fortes e declarações de amor. Tem muita porrada e muitas mortes. E depois tem aquele final. Um daqueles finais que nos faz questionar como vamos sobreviver durante os próximos oito meses de interregno e incita pensamentos violentos em direcção a seja quem for que tenha escrito o episódio, pensamentos que se apaziguam progressivamente à medida que digerimos o que acabou de se passar e percebemos a genialidade por detrás de todas aquelas maquinações. E claro, deixa-nos, como sempre, a pensar e a tentar juntar as peças do puzzle, em vão. As mil e uma questões que sempre nos assolaram o pensamento dão-nos a volta à cabeça vezes sem conta, inúmeras teorias são esbatidas e outras surgem, do nada. Ficamos com vontade de rever o episódio, perscrutando-o minuciosamente à procura de uma pista, por mais ínfima que seja. E de discutir o que acabou de se passar com alguém, analisando as múltiplas possibilidades de desenvolvimento narrativo que se avizinham, partilhando a frustração de só em 2008 se poder continuar a acompanhar a trama.


Não pretendo aqui gerar expectativas infundadas em quem não tiver ainda tido o privilégio de assistir a todos os episódios, ainda que ache que já o fiz. Through the Looking Glass é uma pequena maravilha e custa-me a crer que haja quem admire Lost e não partilhe ou venha a partilhar desta opinião. Não direi que é o melhor episódio da série, principalmente se colocarmos na equação as duas temporadas anteriores. Mas são, com toda a certeza, 80 minutos de pura magia televisiva que não podem ser ignorados por ninguém. Esperemos que, em 2010, na altura em que o 117.º e último episódio de Lost for colocado no ar, nenhum deste genuíno entusiasmo se tenha esfumado e sido substituído por uma necessidade crónica e mecânica de conhecer o desenlace da história. Se se mantiver assim, é o suficiente para me deixar mais que satisfeito. E o Fevereiro que nunca mais chega.


Fábio Jesus às 16:32
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Ainda sobre o coelho



Há dias, enquanto procurava informações sobre Rabbit e o seu criador Run Wrake deparei-me, no site do próprio, com a sua autobiografia e esta, tal como o filme, é tudo menos convencional. Isto porque Run Wrake se lembrou de magicar uma biografia não em texto mas sim em imagem e o resultado é um mapa fantástico e altamente original, que culmina com um irónico You Are Here e até tem uma legenda. E é bem mais apelativa que uma biografia normal. A ver com atenção.


Fábio Jesus às 23:43
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Concert a Emporter

O conceito de Concert a Emporter (take away concerts numa possível tradução para o inglês) é uma deliciosa iniciativa do weblog francês La Blogothèque que tem o mérito de já ter posto muitas das mais interessantes bandas da actualidade a tocar nos locais mais inesperados da cidade de Paris. De visualização obrigatória.

 

(Andrew Bird nas ruas de Montmartre)

 

Mais Concerts a Emporter num futuro próximo, num blog perto de si!

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Lídia Gomes às 22:31
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!"#3

 

A Canção de Lisboa (Cottinelli Telmo, 1933) é, em pé de igualdade com O Pai Tirano e O Pátio das Cantigas, o ponto alto da época de ouro do cinema português. Esquecendo por momentos toda a ideologia subjacente e o retrato por vezes exageradamente caricatural da sociedade portuguesa dos anos 30-40, esta fornada de filmes oferece-nos momentos de alta comédia, como este protagonizado pelo sempre desavindo casalinho, Vasco "Leitão" Santana e Beatriz "Alice" Costa.


Lídia Gomes às 22:23
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Domingo, 20 de Maio de 2007

Era uma vez um coelho



Uma fábula para adultos. Não é uma descrição que se veja todos os dias – assim de repente vem-me à memória o recente El Laberinto del Fauno ou, saltando o medium, a deliciosa recriação de Alice no País das Maravilhas perpetrada pelo designer de videojogos American McGee que resultou nessa pérola para computador intitulada American McGee’s Alice.


Rabbit (2005), curta de nove minutos do britânico Run Wrake, é também uma fábula para adultos, mas é-o de uma forma muito mais enganadora do que ambos os exemplos anteriores. O próprio nome e a abundância de cores vivas podem conduzir o espectador mais incauto a assumir que está a assistir a mais uma curta com a chancela Disney, quando na verdade a obra de Wrake pouco tem de inocente. A violência e o gore – se é que assim lhe podemos chamar – estão lá, mas de forma muito mais comedida do que habitual, e perturbam mais que nunca, especialmente quando atentamos ao contexto em que estão inseridos. Rabbit encerra até, como qualquer fábula que se preze, uma lição de moral, mas é a forma anormal – uma espécie de cruzamento entre La Fontaine e Tarantino – como esta nos é transmitida que nos prende a atenção.

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Fábio Jesus às 23:41
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Sábado, 19 de Maio de 2007

Control

Foi esta semana no Festival de Cinema de Cannes que estreou Control, biopic dedicado ao malogrado vocalista dos Joy Division, Ian Curtis, numa adaptação de Touching From a Distance, livro da viúva de Curtis, Deborah. Control marca também a estreia como cineasta de Anton Corbijn, fotógrafo e detentor de um espantoso e brilhante currículo enquanto realizador de clips. Para além de ser o realizador fetiche dos Depeche Mode, Corbijn deixou a sua marca, por exemplo, no belissímo Electrical Storm dos U2 ou no vintage Lips Like Sugar dos Echo & The Bunnymen.

 

Control foi bem recebido em Cannes, indo os principais elogios para a sobriedade melodramática da fita e para a interpretação notável de Sam Riley enquanto Ian Curtis, que vai muito para além das visíveis parecenças físicas.

 

Enquanto não chega Setembro, mês de lançamento de Control no nosso país, fica em baixo Shadowplay, cover dos The Killers que fará parte da banda sonora desta longa-metragem.

 


Lídia Gomes às 23:50
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

O meu musical



Scrubs (Médicos e Estagiários, na versão portuguesa) é, desde há uns bons anos, uma das (se não a) minhas séries favoritas, e uma das poucas que tento acompanhar, sem atrasos e religiosamente, semana após semana. É uma das mais duradouras (findou agora a sexta época…) e consistentes comédias da televisão norte-americana e é o casamento perfeito entre comédia e drama, embora com um forte pendor para o primeiro. E é lá que habita a minha personagem televisiva favorita: um tal de Perry Cox (John C. McGinley), que já era o médico-sarcástico-e-pouco-sociável-ainda-que-profissionalmente-brilhante da televisão antes de um tal de Gregory House chegar e açambarcar, sem dó nem piedade, a posição.


Tudo isto porque um episódio da última temporada em especial me chamou de tal forma a atenção que achei que devia partilhá-lo por aqui. Chama-se My Musical, e é, como seria de esperar, um episódio quase inteiramente cantado, com resultados a roçar o genial. Temas como Everything Comes Down to Poo ou Guy Love entram para o panteão de momentos altos da série. Como aperitivo, deliciem-se com a cena inicial, Welcome to Sacred Heart.


 

 


Fábio Jesus às 23:32
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Eles não são japoneses!

Estes Fujiya & Miyagi não são japoneses, são ingleses. Estes Fujiya & Miyagi não são um duo, são um trio. Estes Fujiya & Miyagi tem este grande tema que dá pelo nome de Ankle Injuries.

 

 

Belo video este que encontrei no Posso Ouvir Um Disco, muito ao estilo do fabuloso Fell In Love With a Girl dos White Stripes.

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Lídia Gomes às 20:57
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Sábado, 12 de Maio de 2007

Uma ressalva e uma potencial presença do top de álbuns do ano

[OFF-TOPIC]: Primeiro de tudo há que pedir as respectivas desculpas pela falta de actividade dos Novos Pornógrafos. Amigo leitor, decerto que sentiu a falta aqui do estaminé, mas tente perceber a urgência destas duas alminhas do Senhor que aqui colocam, com a paixão de sempre, o que de pertinente se vai passando por esse mundo, em vivênciar em pleno o bom que a tradição académica Coimbrã nos oferece. Prometemos voltar à postagem frequente...

 

 

Agora outros assuntos...

É já no próximo dia 15 de Maio que sai nos EUA Sky Blue Sky, o sexto álbum de originais dos Wilco, e um dos lançamentos mais esperados por esta jovem que vos escreve. O álbum já roda no meu iPod há uns meses e, ao contrário de muitos dos admiradores da banda, estou rendida ás relaxantes e despretensiosas melodias de Sky Blue Sky que é um autêntico bombom indie-pop-folk. Aqui não têm lugar as distorções por vezes épicas de Yankee Hotel Foxtrot; este último álbum dos Wilco é para se ouvir, quiça, num campo primaveril com uma leve brisa a bater na cara.

Impossible Germany já é, para mim, uma das músicas do ano.

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Lídia Gomes às 23:43
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Sábado, 5 de Maio de 2007

E por estes dias isto vai andar um bocado parado já que...


Lídia Gomes às 17:31
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007

MTV Movie Awards e a sua improvável apresentadora...

Dia 3 de Junho parece que se vão realizar mais uns MTV Movie Awards. Até agora nada que interesse verdadeiramente. O que é realmente digno de destaque nesta notícia é que a apresentadora escolhida para conduzir o certame é essa grande doidivanas, Sarah Silverman. Para quem não esta a ver quem é a peça, a moça escreveu uns quantos episódios do Saturday Night Live, participou em The School of Rock de Richard Linklater e, mais recentemente, faz um pouco de tudo (desde produtora, guionista, compositora, actriz...) no programa com o seu nome: The Sarah Silverman Program do canal Comedy Central

 

Eu cá sou uma grande apreciadora das qualidades de Sarah Silverman enquanto compositora e letrista. Porque as suas músicas são politicamente incorrectas e ao mesmo tempo deliciosas, são humor puro e duro e gozo alarve,  são seriedade e parvoíce...enfim vejam e comovam-se!

 

 

 

 

 


Lídia Gomes às 22:54
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