Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Faz um frio do catano em Montréal

Depois dos The Stills e dos Arcade Fire adocicarem algumas das suas músicas, polvilhando-as com o francês, eis que chega finalmente uma banda de Montréal exclusivamente francófona. Os Malajube deram os primeiros sinais de vida em 2004 e em 2006 lançaram o irrequieto mas sempre apetitoso Trompe l'oeil, que infelizmente só descobri este ano. Caso para um justificado "mais vale tarde que nunca"! Este Montréal -40ºC é um tema quente com nome frio.

 

 

 

 

Visitem o myspace da banda aqui

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Lídia Gomes às 23:28
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Silêncio

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Fábio Jesus às 13:23
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Sábado, 28 de Julho de 2007

A Orquídia

E não, os Novos Pornógrafos não vão dedicar um post ao bonito mundo das flores.

 

Para os amantes de Lost, no Comic Con 2007, depois de uma entrevista a Carlton Cuse e Damon Lindelof, foi surpreendentemente apresentado um novo vídeo de orientação de uma estação até agora desconhecida - The Orchid. A qualidade da filmagem não é a melhor, já que foi captada por alguém que assistia à entrevista aos produtores da série e que, perspicazmente, conseguiu também filmar a apresentação. Apesar das dificuldades em entender o conteúdo, percebe-se a referência a Efeito Casimir, termo físico que, segundo os entendidos, está relacionado com viagens no tempo e espaço...e a curiosidade para deitar as mãos à 4º temporada da série que não para de subir!

 


Lídia Gomes às 17:16
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #6



Os For The Glory (FTG) são das novas promessas do Hardcore português. Depois do EP “Drown In Blood”, preparam-se para lançar o álbum “Survival Of the Fittest”, que promete vir a causar muitos estragos sonoros por todo o país.


Numa altura em que o hardcore está muito relacionado com o metal e o emocore, os For The Glory vêm esclarecer como este estilo musical deve ser consumado: rápido, cru e duro. Aqui impera a agressividade e não existe espaços para lamentos emocionais. A velocidade ordena e a voz gutural é soberana.


Sendo os seus membros provenientes de projectos musicais como TwentyInchBurial, Seize The Day, The Fiends, Day of the Dead, entre outros, a banda continua a possuir o espírito da velha escola. Contudo, em contraste com a década passada em que a intervenção social desta contracultura era marcante, liricamente as letras de FTG são muito são pessoais e introspectivas. Influência dos tempos e de bandas como Terror e Hatebreed.


Segue abaixo um vídeo da actuação ao vivo da banda, onde é possível ter-se uma ideia do espírito hardcore que se vive actualmente.


Paulo Lemos



Fábio Jesus às 23:01
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Terça-feira, 24 de Julho de 2007

Weeds

 

Estreou ontem na RTP2 a polémica Weeds (Erva, em português), mais uma das boas séries norte-americanas que ninguém vai ver. Weeds, do canal por cabo Showtime, conta-nos a história de Nancy Botwin (Mary-Louise Parker), uma típica dona de casa dos subúrbios americanos que, depois de ficar viúva, torna-se traficante de erva para manter o seu elevado nível de vida. Tragicomédia inteligente e sem rodeios, dos primeiros dois episódios da série ficam na retina laivos de humor negro refinadíssimo mas também comoventes momentos dramáticos, sempre na pele do falecido Mr. Botwin (sou só eu ou todas as séries em que Jeffrey Dean Morgan aparece este acaba, invariavelmente, morto?) e nos vídeos familiares recordados por Shane, o benjamim da família. E, assim, beneficiando também da liberdade que lhe confere ser uma série emitida num canal pago, Weeds promete calar de espanto todos os que consideram Wisteria Lane um arrebalde arrojado, mostrando, de uma forma nua e crua, a realidade de Agrestic, um lugar emaranhado num rol de esquemas e onde a palavra marijuana impera. Nas interpretações, destaque para Kevin Nealon, o contabilista trambiqueiro de Nancy e Elizabeth Perkins, uma coadjuvante de luxo, no papel da mesquinha e seca Celia.

 

Curioso é também o genérico da série e a música que o acompanha. Little Boxes, um clássico de Malvina Reynolds, entrou de tal maneira nos ouvidos dos apreciadores de Weeds que na 2º temporada o tema foi interpretado por artistas tão diferentes como Elvis Costello, Death Cab For Cutie ou Regina Spektor. Em baixo vejam as duas versões, a original e uma compilação de todos os genéricos da 2º temporada.

 

 

 

 

 

 

 


Lídia Gomes às 22:34
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Mutantes psicadélicos



Muito mais uma confirmação do que propriamente uma surpresa, o excelente concerto dos regressados Mutantes no Festival Delta Tejo, na passada sexta-feira. Sem Liminha e Rita Lee, mas com uma Zélia Duncan em forma que, apesar da frugal interacção com o público (que deixou a cargo dos manos fundadores Arnaldo Baptista e Sérgio Dias), cumpriu com distinção o seu papel, a banda disseminou uma alegria contagiante, potenciada pelo som maior que a vida de êxitos como Baby, Tecnicolor ou Minha Menina. Não obstante terem tocado às sete da tarde e perante uma audiência ainda algo dispersa num dia (num festival!) onde, se as estratégias de marketing não falassem mais alto, seriam os óbvios cabeças de cartaz, Os Mutantes deram o melhor concerto do dia (o que não seria difícil face às alternativas mornas de bandas como Papas da Língua ou Ive Mendes), provando que, mesmo após uma ausência de 28 anos, continuam intactas muitas das características que lhes granjearam admiração por parte de Kurt Cobain, David Byrne ou Beck.

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Fábio Jesus às 22:22
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Domingo, 22 de Julho de 2007

As grandes comédias segundo os leitores do The Guardian

 

O sempre idóneo diário inglês The Guardian propôs aos seus leitores que escolhessem as melhores comédias de sempre. O primeiro lugar foi directamente para o suspeito do costume Life of Brian, dos Monthy Python mas a lista revela algumas interessantes surpresas. Desde logo o segundo lugar do insano Aeroplano ou a última posição do pódio de This Is Spinal Tap, de Rob Reiner, filme que influenciou muito boa gente da britcom como "sir" Ricky Gervais e o seu genial The Office.  Há também lugar para os clássicos Some Like It Hot e Dr. Strangelove, bem como para do que melhor se vai fazendo nos últimos anos neste género com a deliciosa e sangrenta comédia romântica de zombies Shaun Of The Dead ou Anchorman, onde desfilam alguns dos responsáveis por muita da boa comédia feita do outro lado do Atlântico como Will Ferell, Ben Stiller ou Steve Carell.

 

Para ver a lista completa basta clicar aqui...

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Lídia Gomes às 21:36
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Digam lá...



… se isto não tem todo o ar de, fazendo jus ao seu predecessor, se poder tornar num dos filmes mais delirantemente camp de todos os tempos?

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Fábio Jesus às 02:05
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Morangos com Fogo de Artifício

Com edição prevista para Setembro, Strawberry Jam dos Animal Collective promete ser um dos bons lançamentos da colecção Outono/Inverno 2007. Na passerelle, o bizarro teledisco de Fireworks.

 

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Lídia Gomes às 23:51
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #5



Nos anos 80, o rock português teve o seu boom com bandas como Rui Veloso, UHF, Sétima Legião, GNR, entre outros. Hoje, o renascimento do rock nacional tem passado um pouco despercebido. Contudo, a indiferença dos portugueses não é sinónimo de uma qualidade duvidosa por parte dos nossos projectos. Assim, de Mondim de Basto, chega-nos a mais recente promessa do indie rock pátrio, o power-trio Orangotang.

 

Simples e harmonioso, o álbum “Propaganda” cativa a nossa sensibilidade pelas suas graciosas linhas musicais e refrões orelhudos. O vocalista Rui Mota consegue facilmente captar a atenção dos ouvintes pelas suas letras liricamente ingénuas e uma voz possuidora de um tom quase infantil.

 

Respira-se uma constante alegria nos temas de Orangotang, um sopro do melhor Pop que se faz em Portugal. Alguns dos seus temas são perfeitamente dançáveis, enquanto outros foram desenvolvidos com um maior cuidado e dados a conhecer a um tipo de público mais sensível.

 

Do seu álbum, segue abaixo o videoclip do single “Lâmpada Azul”.


Paulo Lemos


 


Fábio Jesus às 21:32
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Domingo, 15 de Julho de 2007

Os amigos são para as ocasiões

This Is The Dream Of Win and Regine, tema incluído em Has a Good Home (2005), primeiro álbum do projecto de Owen Pallett a solo, Final Fantasy, é uma bonita homenagem aos seus bons amigos e casal mais emblemático da música dos nossos dias: Win Butler e Regine Chassagne.

 

 

Aliás este clip está cheio de curiosidades. Assim, Win Butler e Regine Chassagne não são os unícos homenageados no video: o jogo que deu nome ao projecto é também aqui alvo de tributo. Além disso, o restaurante que serve de cenário ao clip é um restaurante português e algures no mesmo vislumbramos o próprio Owen Pallett a lavar a loiça...

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Lídia Gomes às 23:21
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Sábado, 14 de Julho de 2007

Mosaico-pleonasmo



A criação de um filme-mosaico sólido e coerente implica, para além do domínio completo do material de base, a capacidade para equilibrar com perícia os distintos segmentos da narrativa. É precisamente neste departamento que The Dead Girl, de Karen Moncrieff, se espalha completamente ao comprido. Sofrendo de uma síndrome que já se tinha verificado parcialmente o ano passado, em Babel, de Alejandro González Iñárritu, a realizadora tenta de tal maneira engendrar múltiplos capítulos para a história que pretende contar que acaba por fazer com que a ligação destes com a pedra basilar do argumento seja tão ínfima que, se estes não existissem, ninguém daria pela sua falta. O resultado? Um filme altamente desequilibrado e pouco compacto, que ressoa muito menos do que devia e cujas partes são tão pouco satisfatórias como o todo. Salva-se o quinteto de protagonistas femininas, com especial destaque para as interpretações convincentes de Brittany Murphy e Rose Byrne.

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Fábio Jesus às 23:11
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Pushing Daisies

 

Quando o assunto é séries de TV, a silly season já dura há muito. Desde Maio, mês em que os canais norte-americanos apresentaram a nova grelha, que já só se fala da fall season e das novidades que por aí vêm. E depois de ver algumas imagens e trailers promocionais atrevo-me já a avançar com o “doce” da temporada: Pushing Daisies.

 

A premissa do novo projecto da ABC é, no entanto, gasta e recauchutada a rodos. Ned (Lee Pace, The Good Shepherd) é um jovem aparentemente normal mas cedo descobre que possui uma característica bem particular: com apenas um toque, ele pode fazer reviver as coisas mortas. Trabalha como ajudante de detective, e resolve todos os casos bastando-lhe perguntar aos mortos os culpados. Mas toda e qualquer semelhança com Ghost Whisperer, Medium ou Raines acaba aqui. É que se Ned tocar de novo naquilo a que deu vida, esta morre para sempre, e quando o jovem tem conhecimento que o seu amor de infância morreu, vai ter que escolher entre deixar a sua amada morrer ou fazê-la voltar à vida mas nunca mais lhe poder tocar…

 

Com um plot à partida pouco interessante, o facto é que o episódio piloto de Pushing Daisies está a arrancar os maiores elogios da imprensa da especialidade, como do colunista da TV Guide Michael Ausiello, que afirma que a ABC “encontrou o seu novo Lost”. E efectivamente, vendo o trailer de apresentação, a série afigura-se como um dramedy despretensioso, divertido, transpirando fantasia por todos os poros, levando-nos muitas vezes ao universo de filmes como Big Fish, de Tim Burton ou Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet.

 

Com premiere prevista para dia 26 de Setembro na ABC, Pushing Daisies perfila-se, assim, como uma das novas séries a ter debaixo de olho. Só então nesta data poderemos confirmar ou não as suas boas indicações. Mas depois de ter sido rotulada como “um conto de fadas forense” a minha curiosidade para lhe deitar as mãos aumentou exponencialmente.

 

Vejam com os vossos próprios olhos o trailer de Pushing Daisies:

 

 


Lídia Gomes às 22:44
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007

Futuro agridoce



Pesado, sentido e poético. Tocante sem uma ponta de lamechice. Uma história triste e desconfortável que se entranha em nós como poucas e teima em não nos abandonar. A visão carregada da dor de um grupo de pessoas unidas por uma enorme tragédia, manuseada por um artesão em controlo absoluto de cada frame e que devia servir de máxima inspiração para o próximo filme de Peter Jackson, a adaptação de The Lovely Bones, romance de Alice Sebold. Onde pára o Atom Egoyan destes tempos?

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Fábio Jesus às 22:46
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #4



Não sendo o sludge um estilo usual praticado no nosso País, os Men Eater são uma lufada de ar fresco na música extrema nacional. Magicando uma poção entre o post-hardcore e doom metal, este quarteto editou recentemente o seu álbum de estreia “Hellstone”, pela editora portuguesa Raging Planet.


Devido ao facto de todos os membros possuírem alguma escola musical, tendo pertencendo a bandas como For The Glory, Blacksunsire, Riding Pânico e Mushin, são detentores uma sonoridade deveras cuidada e coesa.


“Hellstone” é uma explosão de cólera onde todos os desassossegos e aparições de Miguel Correia são descortinados através de uma fúria avassaladora vocal. Munidos de um poderosíssimo particular sonoro, descortinam riffs melancólicos e solos harmónicos onde o experimentalismo sombrio ganha vida.


Estão bem patentes nesta banda influências directas de Isis e Mastodon. Podemos encontrar semelhanças a Converge no tema “Drivedead”, onde uma súplica bestial do vocalista encontra uma batida rápida entrelaçada num rock contemporâneo musculado. Nota curiosa neste álbum é a participação do vocalista dos Linda Martini André Henriques num tema que revela grande maturidade musical, “Lisboa”.


É de salutar a sua presença na edição do Super Bock Super Rock deste ano com Metallica e Mastodon, evidenciando desta forma a sua dedicação, talento e trabalho árduo.


Paulo Lemos


Fábio Jesus às 21:52
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!" #5

 

Estávamos no ano de 2000 quando Ágætis Byrjun marcou o início da internacionalização dos Sigur Rós. Com este álbum, a banda passou de ilustre desconhecida a mais um fenómeno de culto vindo da glaciar Islândia, muito graças a um post-rock vanguardista, ornamentado com a voz delicada de Jonsí e a sua já marcante guitarra "arranhada" pelo arco de violoncelo. E tal como a sua conterrânea Björk, também os Sigur Rós apresentam na sua videografia alguns exercícios de pura perturbação e genialidade. Este Svefn-G-Englar, realizado por Agust Jacobsson, antigo baterista da banda, é uma lição de liberdade protagonizada pelo grupo de teatro Perlan, todo ele constituído por portadores de Síndrome de Down. De uma beleza comovente.


Lídia Gomes às 23:15
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #3

Os Fitacola são das novas bandas pop-punk que se estão a tornar numa das novas referências do punk nacional. Sendo este género reconhecido pela sua usual agressividade, os Fitacola são melódicos quanto baste. Surgiram em 2005 e desde então têm dado largas dezenas de concertos pelo País.

 

Algumas das suas marcantes conquistas fazem respeito à presença em importantes eventos como a Queima das Fitas de Coimbra 2006 e em programas televisivos como o Portugal no Coração. Embora possuam uma sonoridade virada para um público mais jovem, os Fitacola não têm passado indiferentes às diversas gerações. Prova disso é a recente contratação da banda pela editora Sons Urbanos (Tara Perdida, Devil In Me, Sk6, entre outros) e a gravação do seu álbum de estreia, que sairá no final deste ano. Já partilharam o palco com nomes relevantes como os Boss AC, Expensive Soul, Tara Perdida e Fonzie.

 

Sempre com riffs melódicos e uma bateria pujante, as suas letras abordam temas introspectivos e sociais de uma forma animada e caricata. A prova viva de que os tempos mudam e que as várias ramificações do punk continuam a (sobre) viver é a sustentabilidade deste tipo de sonoridade e de bandas. Pelo seu som mais acessível conseguem abranger um maior tipo de público e propagam de forma mais facilitada a sua mensagem.

 

Segue abaixo o videoclip da música Eu Não, do seu EP Rebobina e Pensa. Apreciem!



 

Paulo Lemos


Lídia Gomes às 20:38

editado por Fábio Jesus em 07/07/2007 às 17:28
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Ontem nós vimos a luz...

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Lídia Gomes às 16:21
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Shout Out Louds - Tonight I Have to Leave It

O primeiro single de Our Ill Wills, terceiro e novo álbum dos suecos Shout Out Louds, já está escolhido. Este Tonight I Have To Leave It, tema de abertura do álbum, dá o mote para uma sonoridade mais pop e festiva em relação ao anterior registo do colectivo de Estocolmo, Howl Howl Gaff Gaff de 2005.

 

 

Tomem também atenção ao tema You Are Dreaming, onde temos uma curiosa e inusitada referencia ao nosso Portugal.

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Lídia Gomes às 23:33
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Domingo, 1 de Julho de 2007

Experimentalismo



Vergonhosa, a forma como foram tratados os norte-americanos The Blood Brothers, no primeiro acto do Super Bock Super Rock, na quinta-feira passada. Num dia coroado por um concerto de antologia dos Metallica, a banda de Seattle surpreendeu todos aqueles que desconheciam a sua música (como era o meu caso) combinando um pós-hardcore muito experimental (ancorado nos gritos estridentes de Jordan Blilie e Johnny Whitney) com uma atitude sem preconceitos e muito pouco convencional, e foi recebida por insultos, lenços brancos e uma chuva dos mais diversos objectos por parte de grande parte dos presentes. Ainda assim, o quinteto não se acanhou, e conseguiu uma das performances mais interessantes e corajosas do festival até ao momento. Quanto mais não seja porque teve o condão de irritar todos os pseudo-metaleiros que ali estavam única e exclusivamente para usarem os concertos de Men Eater, Stone Sour, Mastodon e afins como pretexto para libertarem os seus comportamentos mais tribais.


Fábio Jesus às 22:27
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