Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

De volta



Após uns curtos mas bem passados dias de férias e postagens intermitentes, os novos pornógrafos retomam a emissão habitual amanhã, ainda que apenas a meio-gás, já que a co-autora do estaminé ainda se encontra em repouso indeterminado. De regresso também, na próxima quarta-feira, a rubrica semanal A música é a mãe de todos os vícios, do nosso excelso colaborador Paulo Lemos.


Fábio Jesus às 20:51
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Sábado, 25 de Agosto de 2007

Ele é o Rei do assobio

...mas aqui não assobia.

E podia este clip ser mais delicioso?

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Lídia Gomes às 19:35
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Inovação



Eli Roth foi com certeza abençoado com um dom muito especial. Em Hostel: Part II, continuação do masturbatório Hostel (2005), consegue, com perícia exemplar, combinar os dois mais notáveis mecanismos de criação cinematográfica da Hollywood dos nossos dias: a sequela e o remake. Porque Hostel: Part II não é mais que Hostel embrulhado num papel diferente: não faltam as personagens ocas, a nudez gratuita, as babes e o gore exacerbado, a serviço de uma narrativa tão pobre que só podia resultar num dos piores filmes do ano e nos faz pensar que o terror do mainstream norte-americano atingiu o pico da falta de originalidade. E quem é que precisa dele, se por cá temos belas obras como Ils?

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Fábio Jesus às 23:50
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Mais uma razão para rumar a Lisboa em Novembro...

 

Os Blonde Redhead, a banda dos gémeos Pace, na primeira parte do concerto dos Interpol no Coliseu de Lisboa a 7 de Novembro. Grande notícia para quem como eu considera 23, sétimo álbum de uma já vasta carreira, um dos trabalhos mais geniais que viram a luz do dia neste ano de 2007.

Claramente vou ter de lá estar.


Lídia Gomes às 20:40
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #9

O melhor exemplo de uma banda portuguesa de rock musculado a seguir é os Dapunksportif.

 

Riffs frenéticos que se desenvolvem para uma agressividade passível de ser ouvida por grande parte da população roqueira e uma batida delirante, cuja sonoridade nos traz vislumbres à memória dos Queens Of The Stone Age, são a sonoridade que transpõe a individualidade desta banda.

 

Vindos de Peniche, actuaram na semana passada em São Jorge, Açores, no Festival Transatlântico, concerto este que tive oportunidade de assistir. Posso dizer que este seu rock robusto a tender para o powerpop contagiou por completo a assistência que se rendeu a temas como Private Disco e Ready! Set! Go.

 

Deixo-vos com este videoclip de uma qualidade e fantasia exemplar a ter em conta, I Can’t Move irá com certeza agradar a muita boa gente.

                     

Paulo Lemos


Lídia Gomes às 23:43
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Traficantes de droga



Stringer Bell e Avon Barksdale em The Wire, de David Simon



Nancy Botwin em Weeds, de Jenji Kohan


Fábio Jesus às 14:47
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

Uma questão de direitos

Os canadianos The New Pornographers, a superbanda que dá nome a esta casa, editam no final deste mês Challengers, o quarto álbum do colectivo com base em Vancouver. O álbum é, como sempre, muito bom, embora inferior ao anterior registo da banda, esse desfile de canções perfeitas que é Twin Cinema, mas mantendo intacta a sonoridade power pop que lhes é tão característica. O equilíbrio entre a festividade ( All the Things That Go to Make Heaven and Earth, All the Old Showstoppers) e os temas mais melancólicos ( Adventures in Solitude, Challengers) continua também a ser um dos apanágios da banda. Não existindo ainda por parte dos The New Pornographers, qualquer apresentação de singles em formato vídeo, encontra-se, no entanto, no inevitável You Tube, a performance ao vivo de My Right Versus Yours, o aparente primeiro single de Challengers e "doce-mor" do álbum (entrou mesmo directamente para um lugar privilegiado das minhas músicas predilectas da banda).

 

 

Desde já o meu caloroso agradecimento, seja lá quem ele for, ao jovem que carinhosamente manteve o seu braço levantado para captar este momento. Tudo em prol da arte.

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Lídia Gomes às 21:23
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Sábado, 11 de Agosto de 2007

Comix Zone



Há uns meses, comentei num post sobre Heroes, a série de super-heróis de Tim Kring, que não percebia como algo tão aparentemente descartável se havia tornado no maior fenómeno da mais recente temporada televisiva. Tendo finalmente terminado a primeira época, admito que estava enganado. Heroes ainda não é grande televisão, nem nada que se lhe assemelhe. Mas é excelente entretenimento que não deve, de maneira nenhuma, ser ignorado: a segunda metade da época, particularmente a recta final e a memorável season finale redimem, em termos qualitativos, o fraco início, e dão azo a que se pense que algo ainda melhor pode estar para vir.


Fábio Jesus às 21:58
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

Se há aqui hordas de catitidade? Há pois!

 

 

 

Michel Gondry , o novo génio do visual, também nos quer fazer rir. Be Kind , Rewind promete. Muito.  

 

N.B - Um obrigada ao wasted blues por tão preciosa informação.

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Lídia Gomes às 23:36
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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

Quem escreve assim não é gago #5



In 1984 I was hospitalized for approaching perfection.

Slowly screwing my way across Europe, they had to make a correction.

Broken and smokin' where the infrared deer plunge in the digital snake.

I tell you, they make it so you can't shake hands when they make your hands shake.

 

I know you like to line dance, everything so democratic and cool,

But baby there's no guidance when random rules.

 

I know that a lot of what I say has been lifted off of men's room walls.

Maybe I've crossed the wrong rivers and walked down all the wrong halls.

But nothing can change the fact that we used to share a bed

and that's why it scared me so when you turned to me and said:

 

"Yeah, you look like someone

Yeah you look like someone who up and left me low.

Boy, you look like somene I used to know."

 

I asked the painter why the roads are colored black.

He said, "Steve, it's because people leave

and no highway will bring them back."

So if you don't want me I promise not to linger,

But before I go I gotta ask you dear about the tan line on your ring finger.

 

No one should have two lives,

now you know my middle names are wrong and right.

Honey we've got two lives to give tonight.


Random Rules, Silver Jews


Fábio Jesus às 21:02
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #8


Para os desconhecedores da nova geração de fado, apresento-vos hoje os Donna Maria.

 

Donos de uma elegância plenamente assegurada, conjugaram de forma exemplar o electrónico de hoje com o fado de ontem, criando uma harmonia musical única.

 

Temperando desta forma o melhor do tradicional com o que existe de preferível no moderno, o cozinhado que nos foi preparado é do nosso completo agrado. A voz de Marisa Pinto seduz-nos ao aproximar-nos de forma pessoal das suas belas fábulas e histórias de encantar, regozijando os seus amores e desavenças íntimas, temáticas abordadas normalmente no fado.

 

Presenteio-vos com o tema Quase Perfeito, uma verdadeira pérola da música nacional.


 

 

 

Paulo Lemos


Lídia Gomes às 23:09

editado por Fábio Jesus em 09/08/2007 às 00:57
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Música para multidões



Pertenceu aos suecos I’m From Barcelona (foram vinte e poucos os que marcaram presença no palco principal do festival, já que nem todos os vinte e nove membros da super-banda escandinava puderam vir a Portugal) um dos melhores espectáculos de um Sudoeste que acabou por se revelar tão perdulário como o desequilibradíssimo cartaz fazia prever. Aliando o seu pop simples e despretensioso a um delicioso arraial visual que incluiu balões, bolinhas de sabão, confettis e coreografias improvisadas, o grupo liderado por Emanuel Lundgren encantou os presentes com um concerto no qual a forma se superiorizou à substância – no cinema, seria um feliz cruzamento entre Tarantino e Walt Disney.


Esta foi, diga-se, uma das minhas duas solitárias incursões pelo palco principal – o resto do alinhamento, com a possível excepção de The Streets e James (que fui obrigado a sacrificar) não compensava, de maneira nenhuma, o esforço. A outra foi para ver Albert Hammond Jr., mais pela curiosidade de observar o Stroke ao vivo do que propriamente pela admiração do seu trabalho, que desconhecia quase na totalidade. Os escassos trinta minutos de actuação constituíram uma agradável surpresa, sendo notória a influência da banda nova-iorquina no trabalho a solo do seu guitarrista.


No palco secundário, o cenário foi outro. Entre surpresas (os britânicos Guillemots deram um óptimo espectáculo, contrariando a tendência mais calma e portanto não tão propícia a actuações em festivais que a maioria das faixas de Through the Windowpane induz), confirmações (Kevin Barnes e os seus Of Montreal foram responsáveis pelo único concerto do festival que, em termos de impacto visual, se aproximou do dos I’m From Barcelona, recheado de teatralidades) e desilusões (o calmíssimo som dos Camera Obscura é muito mais aconselhável em recintos fechados…), o saldo foi francamente positivo: Tiago Bettencourt, Wraygunn, Sondre Lerche e …And You Will Know us by the Trail of Dead foram responsáveis por alguns dos melhores momentos do festival e Patrick Wolf mostrou o rabo e criticou o pensamento norte-americano – que mais se poderia pedir?


Para mim, no entanto, todo o festival funcionou como um massivo build-up para o concerto do único grupo de foras-de-série do cartaz: os The National. Matt Berninger e companhia tocaram muitas músicas de Alligator e Boxer, os dois últimos discos, e, não obstante o estado periclitante do vocalista e a fraca qualidade de som (a pedir um concerto em nome próprio…), que tornou difícil perceber o poderoso barítono de Berninger, destilaram poder em formato sonoro, particularmente em faixas como Mistaken for Strangers, Lit Up, Daughters of the Soho Riots ou Mr. November. No fim, a cereja no topo do bolo – tive oportunidade de perguntar a Matt Berninger o porquê de raramente tocarem a brilhante Karen em concerto. Disse-me que a tocam por vezes, mas raramente, e ficou prometida para uma próxima vez.


Fábio Jesus às 22:09
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Domingo, 5 de Agosto de 2007

Hoje à noite mais a Sudoeste

É com muita pena minha que, ao contrário do afortunado co-escriba pornógrafo, hoje não estarei na Zambujeira do Mar para ver uma das minhas paixões musicais do momento, os norte-americanos The National. Já referenciados amiúde nesta casa, os The National apresentarão hoje ao público português Boxer, um dos álbuns essenciais de 2007, e que confirma que por detrás de uma natureza taciturna, esconde-se uma capacidade quase inata de fazer melodias perfeitas. Pena que os nova-iorquinos se vejam confinados a um palco secundário de um Festival que não respeita minimamente um rumo homogéneo e onde parece que certas bandas foram ali colocadas "a martelo". O mesmo vale para Camera Obscura, Guillemots ou Patrick Wolf que num Festival como Paredes de Coura seriam, certamente, cabeças de cartaz...

 

Um pequeno aperitivo para mais logo, este tema Baby, We'll Be Fine, do anterior mas não tão menos genial Alligator, álbum que com certeza não será esquecido...até porque estará alguém na primeira fila rezando para que o alinhamento passe por Karen, essa música brilhante, ponto alto do longa duração de 2005. 

 

 

 

 


Lídia Gomes às 11:42
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #7



Directamente dos esgotos de Lisboa, os The Ratazanas despertaram espontaneamente a atenção dos fãs portugueses de Early Reggae (primeiro género de Reggae, que surgiu na Jamaica nos anos 60).

 

Esta banda possui um experiente background musical, devido aos seus membros serem originários de bandas já reconhecidas dentro do meio como Contratempos, Ummadjam e Jolly Roger. Tal como seria de esperar, os The Ratazanas produziram um som encantador que circula entre a música Afro-americana, soul, funk e o rock'n'roll.

 

As suas influências provêm de bandas clássicas como Toots & The Maytals, The Uppsetters, Lloyd Charmers & The Hippy Boys, Dave Barker & Ansel Collins e de projectos contemporâneos como os The Aggrolites e Granadians.

 

Através do blog Portugal Underground, os The Ratazanas disponibilizaram de forma gratuita e legal as suas duas maquetes.


The Ratazanas - Demo 2006

The Ratazanas - Maquete 2007

 

Paulo Lemos

 


Fábio Jesus às 23:23
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