Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Em casa

Ver os Sigur Rós ao vivo é uma experiência maior de arrebatamento. Por isso há aqui alguma ansiedade para ver Heima, documentário e registo vídeo da digressão da banda em 2006 na sua Islândia natal, a lançar no próximo mês de Novembro. Recordo que para 5 de Novembro já está previsto o lançamento de Hvarf-Heim, uma compilação em duas partes: na primeira ouvem-se versões de estúdio de raridades e na segunda os Sigur Rós dão uma roupagem acústica a temas já bem conhecidos como Starálfur ou Heysátan. Voltam assim as reminiscências desse extasiante e onírico concerto da banda islandesa no Coliseu do Porto, há exactamente dois anos.

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Lídia Gomes às 13:28
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Domingo, 28 de Outubro de 2007

Naturalismo



Em Rescue Dawn, a mais recente obra de Werner Herzog, o altamente prolífero realizador alemão executa uma recriação ficcional da história de Dieter Dengler, piloto germano-americano capturado e mantido em cativeiro em plena Guerra do Vietname, que, aliás, já lhe havia servido de inspiração para o documentário Little Dieter Needs to Fly, de 1997. Potenciado por mais uma inspirada e extremamente física interpretação de Christian Bale (que cada vez mais reforça a posição de grande talento da sua geração), o filme peca pela excessiva duração e por se estender demasiado na exposição das situações precárias em que Dengler e companheiros se encontraram durante o período de captura, o que lhe corta, a espaços, o ritmo. No entanto, há muito para admirar: a paixão de Herzog pela natureza e pelas suas múltiplas possibilidades e adversidades (recorde-se, por exemplo, Aguirre, der Zorn Gottes) está bem presente, particularmente nas cenas que se sucedem à fuga dos prisioneiros, o elenco é de primeira água e a fotografia de Peter Zeitlinger tem momentos de beleza única.


Em última análise, Rescue Dawn funciona tanto como exemplar do sobrelotado género um-contra-todos como enquanto obra individual – Werner Herzog é, neste momento, um dos melhores (o melhor?) cineastas que a Alemanha tem para oferecer, e Rescue Dawn, não sendo um dos seus melhores filmes, não deixa de constituir mais uma sólida e digna adição a uma filmografia cada vez mais impressionante.

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Fábio Jesus às 22:48
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Sábado, 27 de Outubro de 2007

Arquitectura em Paris

Engraçado como estes Architecture In Helsinki resultam muito melhor no meio da rua do que em estúdio. Que coisa deliciosa esta!

 

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Lídia Gomes às 23:32
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #16



A história de Slimmy poderia ser a de muitos portugueses aspirantes a músicos. Um puto que se juntou aos colegas de escola para formar uma banda, mas que rapidamente descobriu os problemas de trabalhar em grupo, principalmente devido às prioridades primorosas diferirem de pessoa para pessoa. Contudo, ao distanciar-se das massas comuns que se abstêm levemente da arte, a história deste músico toma outro rumo. Cansado de confrontos artísticos (que existem em qualquer projecto musical) e de pseudo-músicos que não cediam tudo o que tinham, Paulo Fernandes decidiu mover-se para Londres e formar o seu próprio projecto a solo. Adquiriu o nome artístico Slimmy e arrecadou assim uma enorme experiência musical.

 

Atitude é o melhor adjectivo que consigo arranjar para caracterizar este rapazola. Tal como os More Than a Thousand, Slimmy não se deixou conformar pelas condições rarefeitas a que o nosso mercado musical nos acostumou e decidiu chamar a atenção ao povo português indo para “fora”. Assim aconteceu também com os The Parkinsons. A única diferença é que esta banda “recusou” por completo a sua nacionalidade, apresentando-se em todos os concertos como uma banda inglesa. Isto, lá está, devido à indiferença que os portugueses lhes mostraram enquanto foram músicos nacionais. “Agora é que nos ligam quando temos sucesso na Inglaterra? Disso não precisamos” disse Vítor Torpedo a certa altura da sua vida.

 

Certamente já terão visto o videoclip Beatsound Loverboy na MTV. Talvez não saibam é que Slimmy também já contribuiu com um tema para a banda sonora da conhecida série CSI e para um genérico de um programa do canal Sky.

 

Agora questionar-se-ão todos os aspirantes a músicos profissionais: “Mas como farei isso também?” Com muita força de vontade emparelhada a um areal de contactos. E Slimmy não se acanha em dizer que foi assim que conquistou tais proezas. Quando se mudou para Inglaterra, conseguiu aceder a todo o mundo musical britânico, tendo construído algumas amizades importantes como conhecidos jornalistas e promotores, que lhe terão dado assim um “jeitinho”.

 

Para os apreciadores de electro rock, recomendo a audição do seu single Beatsound Loverboy. Aconselho também uma passagem pelo seu myspace, de modo a ouvirem outros temas de uma equiparável qualidade ao seu single.


Paulo Lemos




Fábio Jesus às 17:11
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Novidades: Cream of the Crop (2)



Reaper (The CW)


Fábio Jesus às 16:09
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Afinal eles ainda não tinham tudo...


Há bandas que precisam de ser respeitadas. Quer goste ou não se goste, alguns nasceram mesmo para desafiar o que até então parecia verdade absoluta. E não, não estou a falar da forma revolucionária como os Radiohead lançaram o seu mais recente registo de originais. Correndo o risco de ás vezes parecer tendenciosa (afinal de conta, estes rapazes de Oxford são mesmo a minha banda preferida de sempre), não consigo encontrar na música actual outro grupo que tenha feito coisas tão dispares mantendo sempre um padrão de qualidade tão elevado. Afinal de contas, entre o ingénuo Pablo Honey e o subversivo Kid A de 2000, álbum de desvario electrónico e soturnas composições, há diferenças quase infindáveis. Pelo meio, já todos sabem. The Bends já marca uma distância com o primeiro álbum do grupo e Ok Computer é a opus maior do século que passou.

 

É portanto com a maior das expectativas que este In Rainbows chega aos computadores de milhões de melómanos, habituados que estão a não se decepcionarem a cada criação dos Radiohead. E eles voltam a fazer algo maior; In Rainbows é um grande álbum. Mais uma vez a primeira audição não é fácil. 15 Steps, de electrónicas sincopadas e Bodysnatchers, quase um The National Anthem, Part.2, faz-nos crer que Kid A está ainda muito presente no processo criativo da banda. Mas ao terceiro tema vem a grande revelação deste álbum. Em Nude, os Radiohead são o que nunca até hoje foram: sensuais. É aqui que realmente apetece fazer a devida vénia ao colectivo de Thom Yorke. Quando pensávamos que eles já tinham tudo, já tinham feito tudo, eles ainda nos surpreendem! Nude é uma música belíssima, com Thom Yorke em modo "acabado de sair da cama".  Já Weird Fishes/Arpeggi com o pêndulo da guitarra virtuosa do mais novo dos irmãos Greenwood, aproxima-se da Indie. Jigsaw Falling Into Place é a melhor música do álbum, mais que isso, uma das melhores músicas de sempre dos Radiohead. Ritmicamente perfeita (mais uma vez, a guitarra de Jonny Greenwood como protagonista) e de tensão crescente, a loucura da voz de Yorke lima o tema até à perfeição. Bravo. A fechar, a melancolia. Videotape é um triste coração em compasso, perfeito lusco-fusco de In Rainbows.

 

Depois de In Rainbows, nunca os Radiohead foram tão completos. Superior a Hail To The Thief, o sétimo álbum de originais do grupo tem a mestria melódica de The Bends e Ok Computer e o desatino da electrónica eloquente de Kid A ou Amnesiac. A isto Thom Yorke ainda junta a volúpia e o sensualismo, contrariando assim a ideia de que os Radiohead seriam os Walt Whitman da música alternativa, como muitos apregoaram depois do frio e quase maquinal Kid A.

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Lídia Gomes às 20:34
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Domingo, 21 de Outubro de 2007

Quando tudo era tão mais simples...


Charles Chaplin em Modern Times (1936)


… e tão melhor.


Fábio Jesus às 23:41
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Sábado, 20 de Outubro de 2007

Time to put the ear goggles on!

O melhor capítulo do algo sobrevalorizado Wincing the Night Away, dos The Shins, vem lá dos antípodas. E o clip é quase tão bom como a música.

 

 

(Mas a sério...o Wincing the Night Away não é o álbum do ano!)

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Lídia Gomes às 23:32
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Novidades: Cream of the Crop (1)



Pushing Daisies (ABC)


Fábio Jesus às 22:10
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Domingo, 14 de Outubro de 2007

Quem escreve assim não é gago #6

 

I was happy in the haze of a drunken hour
but heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
and heaven knows I'm miserable now

In my life
why do I give valuable time
to people who don't care if I live or die

Two lovers entwined pass me by
and heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
and heaven knows I'm miserable now

In my life
why do I give valuable time
to people who don't care if I live or die

 

What she asked of me at the end of the day
Caligula would have blushed
"You've been the house too long" she said
and I naturally fled

In my life
why do I smile
at people who I'd much rather kick in the eye

I was happy in the haze of a drunken hour
but heaven knows I'm miserable now
"You've been the house too long" she said
and I naturally fled

In my life
why do I give valuable time
to people who don't care if I live or die

 

                                                         

                                                               Heaven Knows I'm Miserable Now - The Smiths

 

 


Lídia Gomes às 23:52
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!" #7



Regra geral, uma cover, por muito bem conseguida que seja, tem dificuldade em superar a qualidade do original que a motivou. Como em todas as regras, no entanto, há excepções: muitos afirmarão que a Hallelujah de Jeff Buckley supera a de Leonard Cohen ou que esta versão maior do que a vida da Kiss Off soa melhor do que a original dos Violent Femmes (embora neste caso seja obrigado a discordar).


É curioso, portanto, constatar que o último grande sucesso do génio Johnny Cash tenha sido, precisamente, uma cover de Hurt, música que Trent Reznor escreveu e à qual deu vida com os seus Nine Inch Nails. Mas Cash não se limitou a reinterpretá-la: tornou-a sua. Adicionou-lhe o carisma natural da sua voz e o soco emocional que faltava, potenciado por um videoclip absolutamente assombroso de Mark Romanek. De tal forma que o próprio Trent Reznor se refere a Hurt como “uma canção que já não é minha”. Bravo, Sr. Cash.


 


Fábio Jesus às 22:40
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #15

 

O experimentalismo em Portugal é uma ilusão. Não existe na actualidade um movimento consistente de bandas e uma tradição coesa deste estilo musical. Contudo, desde há uns anos para cá, com o aparecimento de grandes bandas de uma qualidade incontestável como os Linda Martini, os artistas e o público português têm aberto um pouco mais a sua tacanha mentalidade e duvidoso ouvido musical.

 

Irrompem assim num âmbito de uma contra-corrente a esta situação os The Allstar Project, um grupo oriundo da cidade de Leiria, com uma forte componente experimentalista que desdenha uma enorme inspiração aos conhecidos Mogwai e Explosions In The Sky. Os TAP criam a sua arte musical com uma entoação deveras minimalista e melancólica q.b.

 

Vão lançar em breve o seu álbum de estreia “Your Reward… A Bullet”, pela Rastilho Records. É curioso notar que as suas influências musicais fazem jus à sua música; o sampler vocal do seu single “Lasers Go Through M…” remete-nos para uma memória ressequida da música “Punk Rock” dos Mogwai, onde se encontra uma entrevista de Peter Gwoski a Iggy Pop nos anos 70.

 

Vai ser possível assistir ao concerto dos The Allstar Project no dia 23 de Novembro em Coimbra, na Fnac do centro comercial Fórum. Convido-vos a marcarem presença neste evento. Por mim, lá estarei presente!

 

 

Paulo Lemos


Lídia Gomes às 23:07

editado por Fábio Jesus em 18/10/2007 às 23:30
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Domingo, 7 de Outubro de 2007

Não fiques em silêncio Jens

 

Nunca a pop romântica me soou tão bem. Foi a esta conclusão que cheguei quando ouvi Night Falls Over Kortedala, último "filho" do sueco Jens Lekman. Continua lá a simplicidade, a honestidade e ingenuidade  apaixonadas e as orquestrações quase infantis sorvidas a Pascal Comelade ou Yann Tiersen que caracterizaram When I Said I Wanted To Be Your Dog (2004) e Oh You’re So Silent Jens (2005). Mas Night Falls Over Kortedala é isto e muito mais. A melancolia da pop de Lekman chega a momentos perfeitos de deleite na criancice de  It Was a Strange Time In My Life, na delico-épica And I Remember Every Kiss ou na tão disco soul Sipping On The Sweet Nectar. Há mais instrumentos, grandiosidade e ambição sem, no entanto, deixar de contar com a preciosa ajuda dos seus mais próximos como Sarah Assbring, do projecto El Perro Del Mar, outro dos meus "heróis" suecos que fazem, por estes dias, deste país escandinavo um verdadeiro viveiro de grandes mensageiros da música independente. E se o barítono de Lekman caminha a passos largos de se tornar um clássico? Caminha pois.

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Lídia Gomes às 22:40
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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Tudo isto é fado



Fui ver Fados, de Carlos Saura, sob a falsa impressão de que se tratava de um documentário sobre esse elemento tão importante da nossa música e cultura em geral que é o fado. Enganei-me redondamente: Fados tem tanto documentário como o último filme dos outrora audazes irmãos Farrelly tem de original. Ao invés, o realizador apresenta-nos uma compilação de canções interpretadas por diversos músicos portugueses e estrangeiros, acompanhada por coreografias tão belas como inconsequentes. Os suspeitos do costume marcam presença – Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Vicente da Câmara ou, claro está, Amália – e Saura tem o mérito de, não sendo português, demonstrar algum conhecimento sobre o tema que retrata, enquanto os temas variam entre o interessante e o francamente bocejante.

 

Acontece que, enquanto cinema, Fados não funciona. Poucos estarão dispostos a pagar para assistir ao que basicamente não passa do equivalente cinematográfico a um especial sobre fado da MTV. A cena mais interessante de todo o filme acaba por ser a que se passa numa casa de fados, uma vez que é a única em que denotamos alguma interacção entre indivíduos e sentimos que Fados está vivo e é realmente cinema. Porque tudo o resto não passa de uma emissão de rádio muito bem camuflada.

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Fábio Jesus às 23:47
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #14

Os X-Acto são daquelas bandas deveras especiais que transmitiram em tempos remotos (leia-se a década de 90) uma mensagem positiva. Cingindo-se a temas como a libertação animal, o straight edge, os preconceitos sociais, entre outros, o forte conteúdo lírico desta banda de hardcore ultrapassava de forma deliberada a estrutura musical das suas músicas. Era assim a sua intenção, pois o hardcore vive-se pelas suas palavras e sentimento vividos pelas bandas e pelo público, funcionado a música como uma forma de transmitir a mensagem.

 

Nesta altura, o hardcore vivido em Portugal, a par de extintas bandas como Subcaos, Alcoore, Human Beans, Simbiose (que ainda existem), era uma forte contra-cultura que sustentava um movimento de pessoas que sonhavam em mudar o mundo. Era frequente estarem presentes nestes eventos alternativos bancas de editoras DIY (Do It Yourself), comida vegetariana, fanzines, patches, e flyers com diversa informação revolucionária.

 

Embora actualmente extintos, os X-Acto tiveram uma duradoura carreira que perdurou por mais de 10 anos. Deram vários concertos por Portugal e um pouco por toda a Europa, espalhando a suas visões do mundo e crenças pessoais. Depois de a banda terminar, deram rumo a um novo projecto chamado Sannyasin. Esta banda abanou também os alicerces do hardcore português e foi considerada por muitos como uma das melhores de sempre do movimento nacional.

 

O dia 3 de Dezembro de 2004 foi uma infeliz data para todos, pois Rodrigo, vocalista dos X-Acto e Sannyasin, suicida-se, deixando para trás um legado musical que certamente perdurará no tempo.

 

O “Ritz” era para muitos um santuário, onde se realizaram centenas de concertos do género. Este vídeo (que é uma autêntica raridade e peça de colecção) mostra-vos um grande momento vivido pelas bandas e pelo público, onde todos são uma só voz. Fica então aqui a música “Para o sol brilhar”, interpretada pelos X-Acto.


Paulo Lemos

 

 

 


Lídia Gomes às 20:37

editado por Fábio Jesus em 04/10/2007 às 21:30
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Arco-Íris

 

Para mim, era só a notícia mais esperada do ano...

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Lídia Gomes às 17:32
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