Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

I want to ride my bike

Os tempos arrojados de Just ou Karma Police já eram. Para gravar clips os Radiohead já nem se preocupam em sair do seu estúdio. Tudo o que é preciso é um capacete de bicicleta e uma bela dose de insanidade mental. Jigsaw Falling Into Place, sabiamente escolhido como single de apresentação de In Rainbows, mostra que Thom Yorke e seus capangas não desaprenderam a tocar guitarra e prepara-se para atacar alarvemente a minha lista das melhores músicas do ano.

 

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Lídia Gomes às 23:50
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Faz sempre sol em Filadélfia



Quem pensaria que uma série sobre um quarteto de zés-ninguéns (acompanhados por um ressuscitado Danny DeVito) profundamente detestáveis e sem qualquer espécie de qualidade redentora teria potencial para se tornar numa das melhores sitcoms da actualidade?


Fábio Jesus às 17:38
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Porque o silêncio pode ser uma arma

Nesta contenda entre os "todos poderosos" estúdios e canais de televisão e argumentistas, os últimos ganharam aliados de peso. A campanha Speechless junta alguns dos mais assombrosos actores do cinema como Sean Penn, Laura Linney, Tim Robbins ou Susan Sarandon, bem como grandes protagonistas da ficção televisiva nos casos de Tina Fey, Julia Louis-Dreyfuss e America Ferrara e o restante elenco de Ugly Betty. As "alfinetadas" dadas pelos actores são mordazes e incisivas (ás vezes quase deliciosas) nomeadamente quando Susan Sarandon e Chazz Palminteri falam apenas com "blás", Jeff Garlin imprime um guião e tudo o que consegue é uma folha em branco e Laura Linney discursa numa espécie de "Actores sem Guião Anónimos". Vejam os vídeos aqui.   


Lídia Gomes às 19:30
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Domingo, 25 de Novembro de 2007

Brinquedolândia



Fascinante falhanço é a melhor forma de descrever a estreia na realização do promissor Zach Helm, o senhor por detrás do argumento do subvalorizado-ainda-que-longe-de-brilhante Stranger than Fiction, Mr. Magorium’s Wonder Emporium. Helm tenta a incursão numa amálgama de géneros – o filme poderia ser descrito como comédia familiar de contornos fantásticos e aspirações a lição de vida - mas acaba por se perder na indefinição, acertando quase sempre uma nota ao lado do objectivo: o realizador parece tão espantado com a sua própria esperteza que acaba por fazê-la virar-se contra si próprio e, assim, Wonder Emporium torna-se, rapidamente, num exercício em excessos. O fluff constante diverte no início mas acaba por ser excessivamente espalhafatoso; a excêntrica e excessivamente idiossincrática personagem de Dustin Hoffman traz à memória aquela que o mesmo interpretou em Rain Man, sem a subtileza que a tornava tão interessante de observar; Jason Bateman, à partida o actor mais propenso à comédia de todo o elenco, é totalmente desperdiçado no papel de contabilista sério – bons tempos, os de Arrested Development.


Ainda assim, é de aplaudir a aposta criativa de Zach Helm: tanto Stranger than Fiction como este Mr. Magorium’s Wonder Emporium são obras pouco convencionais, refrescantes neste tempo de remakes e sequelas, provas de uma imaginação efervescente à qual falta contenção. No inconsistente reino do Cinema fantástico, no entanto, há uma ténue linha que separa a fantasia que, não obstante o ser, é verosímil o suficiente que consegue fazer o espectador acreditar, ainda que temporariamente, que o que está a ver poderia realmente acontecer e aquela que se deixa levar pelas infinitas possibilidades do género, inevitavelmente acabando sem um fio condutor consistente. O mundo de Mr. Magorium situa-se nesta última categoria – arrebata em termos visuais e cativa facilmente a atenção mas, no final de contas, é tão inconsequente e maçador como hora e meia de fogo-de-artifício.     

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Fábio Jesus às 23:19
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

Com o alto patrocinio da Cin

Já por aqui falei do novo álbum dos The New Pornographers. Eles continuam objectivos, despretenciosos, na demanda da música perfeita. Chamem-lhe indie pop, power popbaroque pop ou simplesmente pop. Este Challengers, que dá nome ao álbum, encaixa perfeitamente em qualquer um dos rótulos e é de ouvir e chorar por mais. Música em formato bombom.

 

 

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Lídia Gomes às 17:07
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

Equitação



De que Let’s Stay Friends, quarto álbum dos nova-iorquinos Les Savy Fav, lançado após um interregno de 6 anos, é um dos discos do ano, não restam grandes dúvidas, particularmente para os adeptos mais acérrimos do tipo de indie rock com fortes influências do pós-hardcore que estes senhores vêm a edificar desde a sua formação em 1995. A grande surpresa advém do facto da banda ter promovido um concurso – muito semelhante àquele lançado pelos The Decemberists a propósito da bela O Valencia! – com o intuito de que qualquer pessoa criasse um videoclip caseiro para The Equestrian, segunda faixa do álbum, e posteriormente o colocasse no Youtube, onde seria julgado tendo em conta o número de visualizações. O mais visto ganharia 1000 dólares, um troféu e, claro está, o direito de ser o videoclip oficial da música. O vídeo que acabou por vencer o concurso é pleno de originalidade e (acredito…) boas intenções, mas não deixa de ser um bocado mais, digamos, perturbador, do que pode aparentar no início. A verificar, em baixo.


 

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Fábio Jesus às 21:52
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Tão serena esta melancolia

 

Apesar de os The Sea and Cake não serem nenhuns catraios nisto da música (a data de formação remonta a 1994), só com o lançamento do mais recente Everybody é que tive o prazer de conhecer estes rapazes de Chicago. Obra de um colectivo com um passado ligado ao post-rock, na verdade Everybody é uma graciosa amálgama de vários estilos que vão do indie-pop ao jazz, sempre com um toque de sofisticação, quer no delicioso staccato de Exact To Me, nas protagonistas guitarras de Crossing Line ou na calma melancolia de Lightning e Transparent que tanto lembram a música tão impregnada de mágoa dos Tindersticks. Um álbum de grandes canções que merece atenta audição.

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Lídia Gomes às 21:05
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Dizem por aí...



… que o último dos Coen é o filme do ano. Dizem também que marca o regresso à boa forma dos irmãos, àquela dos tempos áureos de Blood Simple., Miller’s Crossing ou Fargo. Há quem diga, até, que estamos perante a sua obra-prima. Por cá, qualquer afastamento da monotonia insípida e tão pouco coeniana que caracterizava tanto Intolerable Cruelty como o remake de The Ladykillers seria recebido calorosamente. E a oportunidade de ver Tommy Lee Jones num papel que tem todo o ar de ter sido criado especificamente para ele – e a contracenar com Javier Bardem! – é a cereja no topo do bolo. Elevadas expectativas, portanto.

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Fábio Jesus às 14:28
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Ano Vintage

 

A propósito deste revivalista post, dei também por mim a pensar na importância do ano de 1997 na edificação da “estante musical” da minha vida. E vejo-me obrigada a concordar. Não foram descobertas feitas no próprio ano (à excepção de Urban Hymns, dos The Verve), até porque há dez anos eu era ainda uma pequena criança, mas há neste quadro uma mão-cheia de obras que ao longo desta década que entretanto passou, reformaram, sem dó nem piedade, todas as ideias preconcebidas que fui tendo sobre a música e a sua criação.

 

Homogenic, que continua a ser o melhor trabalho de Björk, foi onde, por exemplo, vi pela primeira vez coabitarem de maneira tão harmoniosa orquestrações retumbantes com laivos de experimentalismo electrónico. Exemplo mais que paradigmático é este. Urban Hymns levou os The Verve a outros públicos e acabou por involuntariamente ditar o fim da banda. Já Brighten The Corners, dos Pavement, embora inferior a essa pérola indie que é Crooked Rain, Crooked Rain (1994), dá-nos duas das melhores músicas do conjunto californiano: Stereo e Shady Lane.

 

Mas, para além dos supracitados, existem três nados em 1997 em lugares de destaque na lista das “coisas que mudaram a minha vida”. Costumo dizer que Portishead, dos Portishead foi o álbum que fez com que a música deixasse, para mim, de ser um passatempo e passasse a ser uma necessidade. Foi o primeiro “murro no estômago”, foi um abrir de muitas portas, foi a partir daqui que surgiu a curiosidade de descobrir mais e mais. I Can Hear the Heart Beating as One, dos Yo La Tengo, é indie no seu esplendor máximo. É um álbum de músicas perfeitas, por vezes tão simples e pueris mas sempre de seta apontada ao coração do melómano. Nunca a expressão less is More fez tanto sentido. E é claro que, andando dez anos para trás, é impossível não falar do que será ainda, para mim, a melhor obra discográfica de sempre: o incontornável Ok Computer, dos Radiohead. Porque poucos álbuns foram tão avant-garde como este, na escrita, na melodia, no ritmo. Homérico nas construções, nele está a por muitos chamada de “Bohemian Rhapsody dos tempos modernos”, Paranoid Android, épico de quase sete minutos, cujas variações de ritmo rivalizam com o número de estações do metro de Londres.

 

Resumindo, quem um dia disse que a safra de 1997 não tinha sido particularmente boa merece, no mínimo, levar com uma bigorna no crânio. Ou ser obrigado a ouvir Céline Dion. Ou as duas. Ao mesmo tempo.         

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Lídia Gomes às 23:52
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

A música é a mãe de todos os vícios #17

 

Acerto hoje o nosso tempo de antena para a banda lisbonense Contratempos. Oito talentosos artistas nacionais trazem aos portugueses o melhor que a música jamaicana dos anos 60 nos pode oferecer.

 

Completamente dançável, as boas vibrações da vocalista Carmo emanam por todos os seus poros. As suas letras abordam a vida de uma forma espirituosa e caricata. Para tal, ouça-se temas como o “Xadrez da Vida” e “Costureira dos Diabos”.

 

Encruzilhados com os The Ratazanas (os quais já tive o prazer de falar numa crónica passada), os Contratempos fundem um ska-jazz com um instrumental de uma forma bastante particular e original.

 

Os Contratempos tiveram a honra de no passado dia 11 de Novembro partilhar o palco com os míticos The Skatalites. De certeza que todos os apreciadores de reggae estimaram imenso a actuação deste projecto português. Embora não tenha sido possível assistir a este evento, tive oportunidade de ver esta banda a abrir para o já extinto projecto espanhol Skaparapid, onde deram um concerto memorável, no mercado da Ribeira em Lisboa. Na altura, contavam ainda no seu line-up com a presença do seu antigo vocalista, João Mendez.

 

Na falta de um videoclip produzido pela banda, recomendo uma passagem pela página oficial dos Contratempos, onde podem ouvir por completo o seu álbum “Algures, no Meio do Nada” e realizar o download da sua nova maqueta, onde constam quatro novos temas.

 

Paulo Lemos


Lídia Gomes às 19:50
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Um fim de tarde com Kevin Smith



Ao longo dos anos 90, Kevin Smith alimentou como poucos uma autêntica legião de geeks por esse Mundo fora com as suas comédias despreocupadas e pouco convencionais, imbuídas de um humor mordaz muito próprio, assente no diálogo e fortemente ligado à cultura pop – não fizesse ele parte (com Tarantino, por exemplo…) de um restrito grupo de realizadores que aprenderam a sua arte, mais do que em escolas de Cinema, através da visualização de vastas centenas de filmes. No decorrer da década, obras como Clerks., Dogma ou Chasing Amy grangearam-lhe o estatudo de semi-Deus da mais irreverente cena indie norte-americana, até que um pequeno filme tão-certinho-que-irrita chamado Jersey Girl chegou para esmorecer um pouco os ânimos e decepcionar meio Mundo. Não obstante, há que dar crédito a quem o merece: afinal de contas, Smith é um auteur – ainda que sem a elegância convencional pré-estabelecida que o termo sugere.


Filmado em 2002 em diversas universidades norte-americanas, An Evening With Kevin Smith não é mais que um conjunto de sessões de Q&A extremamente divertidas, preenchidas com curiosidades diversas e estórias surreais – como quando os senhores fortes da Warner Brothers ofereceram a Smith a oportunidade de escrever um argumento para um novo Super-Homem, com a condição de que ele trabalhasse com o produtor (e ex-cabeleireiro de Barbra Streisand) Jon Peters, que lhe exigiu que o Super-Herói de Krypton não voasse, não usasse o fato azul e enfrentasse uma aranha gigante no final do filme. Pelo meio, ficamos a saber mais sobre os motivos do seu desentendimento com Tim Burton ou sobre o porquê de, segundo o próprio, o seu nome nunca vir a figurar próximo aos de Martin Scorsese ou Woody Allen. E há ainda tempo para um pequeno cameo de Jason Mewes, o Jay da dupla Jay e Silent Bob.


Uma sequela, designada An Evening With Kevin Smith 2: Evening Harder e filmada em universidades de Toronto e Londres já está disponível há algum tempo, mas ainda não tive oportunidade de a visualizar. A ser como o primeiro filme, vale bem a pena, mais não seja do que pela simplicidade desarmante e humor sem tabus de Smith, que nos faz ficarmos esperançados que tanto Zack and Miri Make a Porno como o projecto de terror Red State marquem o regresso à boa forma e ao estilo não-quero-saber que o fizeram tão famoso.

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Fábio Jesus às 15:42
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Então mas...

 

As Electrelane resolveram "fechar portas" por tempo indeterminado. Triste este hiatus de uma das mais interessantes propostas de post-rock dos últimos anos e estranho por acontecer num período de grande reconhecimento depois do lançamento de No Shouts, No Louds, um dos melhores álbuns de 2007. As meninas de Brighton não põem de lado juntarem-se de novo mas afirmam no seu site que "depois de dez anos de muito divertimento e trabalho duro percebemos que precisamos de uma pausa para fazermos outras coisas". Boa sorte então. E voltem rápido!

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Lídia Gomes às 23:15
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

Umberto Domenico Ferrari



É notória e notável a evolução que se observa na obra do mestre Vittorio de Sica, nos quatro anos que decorreram entre Ladri di Biciclette (1938) e Umberto D. (1942). Ambos partilham muito mais do que o senhor por detrás das câmaras – a selecção a dedo de actores amadores, a desconstrução da inexorável pobreza da classe trabalhadora da Itália do pós-guerra, o estilo enganadoramente simples de capturar todo este ambiente opressivo – ou não estivesse eu a falar de um dos principais magnum opus do neo-realismo Italiano e da obra que lhe colocou um fim, respectivamente.


Umberto D. é tão ou mais tocante do que Ladri di Biciclette: à trágica ironia infinitamente comovente do final deste responde com um brilhante e constantemente cativante estudo da vida de um velho (notável Carlo Battisti) que mais não queria do que uma vida descansada com o seu cão Flike e, por um motivo ou outro, nunca o conseguia. Entre um e outro, De Sica evoluiu claramente enquanto cineasta; o aspecto de ambos, dentro dos constrangimentos naturais do género, difere na medida em que Umberto D. acabou por resultar num filme menos amador e tecnicamente superior.


Em última análise, no entanto, o que fica para a História não são as tecnicalidades. Daqui a várias décadas, quando a esmagadora maioria dos filmes actuais tiverem sido condenados ao esquecimento, as obras de De Sica continuarão a ser recordadas como duas das mais imortais do Cinema.


Fábio Jesus às 20:24
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Parece que vai haver sangue

 

Em parelha com o próximo desvario de Michel Gondry, Be Kind, Rewind, este There Will Be Blood, do nunca menos que brilhante Paul Thomas Anderson, promete um início de 2008 em grande nas salas de cinema. Até lá vou salivando.

 

 

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Lídia Gomes às 23:04
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

Novidades: Cream of the Crop (3)



Chuck (NBC)


Fábio Jesus às 23:48
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Sábado, 3 de Novembro de 2007

Dinheiro sujo

Dirty Sexy Money, o novo drama familiar da ABC, não é um primor de série. Na sua génese, é uma novela e sorve muitos dos vícios deste género: coabitam demasiadas personagens sem que nenhuma (ou pelo menos as mais interessantes) tenham o desenvolvimento devido, as histórias mirabolantes um pouco fora da dura realidade, a família rica mas cheia de segredos. Contudo, há que dar a mão à palmatória: Dirty Sexy Money tem também muitas virtudes. Para já a toada não é pesada, as cenas fluem bem tal como o próprio elenco (de luxo, a propósito) e o roteiro não compromete, o que tem sido suficiente para a série não descambar num rol de clichés e histórias de faca e alguidar.

 

Mas se há algo que me faz acompanhar, semana a semana, a saga da família Darling é, sem dúvida, as cenas conjuntas de Peter Krause, o eterno Nate Fisher de Six Feet Under, aqui no papel de advogado da família e o "dinossauro" Donald Sutherland, o patriarca dos Darling. Uma autêntica lição de dois grandes actores que acabam, que se queira quer não, por levar Dirty Sexy Money "às costas".


Lídia Gomes às 23:10
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Lá longe



Ao ver Tomás Almeida em A Outra Margem, de Luís Filipe Rocha, veio-me à memória o pequeno grande actor que é Peter Dinklage, nessa pérola chamada The Station Agent (Thomas McCarthy, 2003). Por uma razão muito simples: ambos são a prova viva de que não é preciso ser-se normal para se ser capaz de interpretar com indubitável qualidade. Tomás Almeida transborda de vida, parece naturalmente radiante por fazer parte daquele elenco, por participar – de tal forma que por vezes parece apressar-se em demasia ao timing indicado de intervenção em cena –, à semelhança do que a sua personagem experiencia quando se junta ao grupo de teatro para portadores de Síndrome de Down. Pena que o filme não lhe (e a Filipe Duarte…) dê mais espaço para voar, constrangido pelos habituais excessos do cinema português: o triste demasiado triste, o escuro demasiado escuro, o diálogo demasiado teatral.


Como um todo, A Outra Margem é um filme simpático. Infelizmente, não mais do que isso.

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Fábio Jesus às 23:35
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

O BQE



Sempre empenhado em surpreender inovando, Sufjan Stevens – um dos melhores e mais aclamados cantautores norte-americanos do século XXI e também um dos menos reconhecidos no Velho Continente, apesar de ter merecido honras de capa do suplemento Ípsilon, algures no fim de 2006 – arranca hoje o seu BQE, uma “exploração sinfónica e cinemática do notório Expresso Brooklyn-Queens de Nova Iorque”, composta por meia hora de filme realizado pelo próprio Stevens, acompanhado por uma orquestra de fundo e pelo músico, e seguido por uma hora de concerto do mesmo. Em palco na Academia de Música de Brooklyn entre hoje e sábado, a proposta é tão original quanto condizente com a habitual audácia musical de Sufjan Stevens – afinal, estamos a falar do senhor que se propôs a fazer um álbum para cada estado Norte-Americano, projecto que resultou, até ao momento, em duas obras-primas. E eu não viver em Brooklyn…


PS – Se não conhecem o repertório musical de Stevens, passem pela sempre inspirada Blogothéque, e cliquem no Concert a Emporter #50. Mais não digo.

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Fábio Jesus às 15:32
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