Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Podem repetir?

Agora que se vai aproximando a passos largos a passagem de Conan O'Brien para o The Tonight Show - o Conando parte para Los Angeles já em 2009 - surge a notícia de que o seu substituto será...Jimmy Fallon. Tendo em conta as suas performances enquanto host de várias cerimónias de prémios da MTV estou, no mínimo, com medo. E assim sendo o cenário é cada vez mais negro: à partida O'Brien não terá em Los Angeles a liberdade criativa que torna o seu The Late Night no programa mais ensandecido e brilhante da televisão americana, por o The Tonight Show ser um talk show muito mais abrangente no que diz respeito às audiências e, para melhorar, vamos ter de aguentar com o irritante Fallon no seu lugar. Resta esperar, aflita, por 2009 (e eu prometo que se o The Late Night continuar tão genial como agora faço aqui um retratamento).


Lídia Gomes às 18:06
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Artwork



Esperemos que o disco lhe faça justiça.

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Fábio Jesus às 15:17
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Psychedelic folk? Fuck yeah!

Um grande viva para os The Dodos, duo de San Francisco formado por uns tais de Meric Long e Logan Kroeber que com Visiter, magnífico exercício de folk tresloucada, vão aparecer em muita lista de melhores do ano. Agora se não se importam vou ali meter uns ácidos e aproveitar o feriado da liberdade num lugar bem bucólico (quase tanto como a música destes jovens) e já volto.

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Lídia Gomes às 00:53
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Cannes



Da competição da próxima edição do Festival de Cannes fazem parte novas propostas dos Dardenne, de Birge Celan, de Desplechin, de Egoyan, de Salles e Wenders, de Eastwood e Soderbergh, e a estreia na realização de Charlie Kaufman. Boleia, alguém?

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Fábio Jesus às 12:47
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Os meninos à volta da fogueira

Uma fogueira, guitarra e amigos. É assim que Colin Meloy, frontman dos The Decemberists, vê os seus concertos em nome próprio. E por isso este primeiro longa-duração ao vivo de um dos bem amados cá do tasco vai saber melhor aos fans. Colin Meloy Sings Live! reúne trabalhos dos The Decemberists, dos Tarkio - antigo projecto de Meloy - bem como covers de gente como os The Smiths ou Fleetwood Mac. Não traz, é certo, nada de novo, mas nunca é demais ouvir as sábias palavras e partituras de uma das mais curiosas personagens da cena indie.

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Lídia Gomes às 19:40
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Lado B



A entrevista já corre há uns dias por alguma da nossa mais empenhada blogosfera cinéfila, mas nunca é de mais remeter para esta página, cimeira organizada pela LA Weekly, com Tarantino e Rodriguez rodeados por alguns dos maiores mestres da Série B (Richard Rush, Bob Clark, Brian Trenchard-Smith, Allan Arkush, George Armitage e Lewis Teague). Deixou-me com vontade de apressar a revisitação de From Dusk Till Dawn, que esta semana conheceu por aqui uma merecida actualização de formato. Obrigado Record

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Fábio Jesus às 19:59
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

O cineasta do regime

Por muito que o peso do epíteto não seja exactamente benévolo, a verdade é que o papel de António Lopes Ribeiro na criação de uma certa indústria do cinema português nos anos 30 não é, de todo, esquecível. E numa altura em que se comemora o centenário do seu nascimento - 16 de Abril de 1908 - ficam para a história a fundação da produtora Tóbis e um punhado de grandes obras onde Lopes Ribeiro se destacou como realizador, produtor ou argumentista. O Pai Tirano (1941), que realizou e O Pátio das Cantigas (1941), que produziu para uma realização do seu irmão Ribeirinho, outro dos vultos da era de ouro do cinema do nosso país, serão os exemplos maiores, comédias que não descuram o retrato social de um Portugal de brandos costumes, profundamente bairrista, conivente com o regime. Hoje, passados 60 anos, é inegável que subsiste alguma magia quando se fala destas duas comédias que, mesmo espelhando muito do Portugal tradicionalista, marcam a diferença, fugindo do academismo que marcou a obra "propagandista" de Lopes Ribeiro ou mesmo obras posteriores do autor como Amor de Perdição (1943) ou Frei Luís de Sousa (1950). E é por elas que aqui lhe deixo a minha homenagem.   

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Lídia Gomes às 10:41
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Deuses e monstros



Os filmes do James Whale são pequeninos, vêem-se de uma enfiada. Anteontem, dupla sessão de luxo: Bride of Frankenstein e The Invisible Man. O primeiro, sequela de Frankenstein (do qual, heresia das heresias, mantenho recordações difusas mas pouco simpáticas; hoje, com certeza, vê-lo-ia a uma luz totalmente diferente), é brilhante. A história de Shelley é continuada, o monstro humanizado, o final tragicamente irónico. Salta à vista, acima de tudo, a técnica de Whale: prodigiosa a caracterização (aquele salão da mansão de Frankenstein…), magníficos os close-ups na aproximação ao clímax, total o domínio do ambiente. Com um Karloff gigante, inexpressivo, tremendamente eficaz, e uma música em exasperante crescendo. The Invisible Man é diferente. Menos soturno, mais um thriller na linha dos de Hitchcock que um filme de terror, mas (quase) igualmente notável. A câmara de Whale imaculada, mais uma vez. E Claude Rains num primeiro papel, corpo ausente mas em perfeito controlo do movimento e da colocação vocal. Lições de bom cinema, duas em menos de duas horas e meia. Assombroso.

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Fábio Jesus às 18:49
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Ireland loves arts

 


Lídia Gomes às 13:26
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Há coisas assim



Era capaz de escutar a forma como Tweedy entoa Nothing! em repeat na parte final de Misunderstood, primeira faixa de Kicking Television, durante horas a fio sem me cansar. A julgar pela reacção, a audiência também. Ave Wilco

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Fábio Jesus às 21:44
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

O Cão d'água olhou para as estrelas

O novo trabalho de Sarah Assbring, mentora, corpo e alma do projecto El Perro del Mar mostra, primeiro de tudo, um esforço para ser diferente. From the Valley to the Stars vai buscar novas melodias e uma mão cheia de novos instrumentos - nomeadamente o piano e uma curiosa flauta de bisel desafinada - que tornam o som da sueca encorpado, colorido e mais twee pop que nunca. Ainda assim, o resultado final não é tão homogéneo como o menos arrojado mas mais seguro homónimo de 2006, variando entre o belíssimo instrumental de Inside the Golden Egg e a monocórdica Do Not Despair. Além de que igualar essa esplendorosa música que é God Knows (You Gotta Give To Get) não é tarefa fácil... 

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Lídia Gomes às 16:39
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Domingo, 6 de Abril de 2008

O dia pela noite



As semelhanças entre Badlands, faixa maior do EP de estreia dos norte-americanos Day for Night, e Badlands, obra maior de Terrence Malick, estendem-se para lá da denominação: ambos são percorridos por uma sensação de grandiosidade crescente e difícil de esquecer. Mas se no filme de Malick, como em toda a sua obra, essa sensação se torna, perante o olhar casual, quase imperceptível, camuflada por detrás do infinito lirismo (o cúmulo, como diria Bénard da Costa) que caracteriza o seu cinema, na canção surge abalroadora, do primeiro ao último segundo, fruto da conjugação perfeita entre a inesgotável força instrumental (aquela bateria…) e a voz assombrosa de Kali Holloway. Venha o longa-duração.         


Fábio Jesus às 15:45
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Spin-off?


Lídia Gomes às 20:24
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Finais (1)



City Lights (Chaplin, 1931)

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Fábio Jesus às 18:18
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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Música de Anteu

Bon Iver é um nome estranho. Mas, na realidade, tudo o que a música de Justin Vernon - one man band do Wisconsin - me parece é a completa antítese do stage name algo bizarro. Uma guitarra e uma voz conseguem fazer milagres e For Emma, Forever Ago é tão deliciosamente lo-fi que sabe quase a comidinha caseira. É modesto, sincero mas melodicamente opulento, como a boa indie-folk se quer. Creature Fear, Flume e Skinny Love brotaram directamente da terra para as demais listas de músicas do ano. 

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Lídia Gomes às 17:31
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