Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

E eu era uma nuvem

Devidamente destacado aqui - com honras de pontuação máxima - e um pouco por toda a blogosfera, não há dúvidas que, muito mais do que um grande álbum, Rook, o quinto trabalho dos Shearwater, transpira beleza, circunspecção e até uma certa sobriedade. Certa porque, se por um lado ouvir Leviathan Bound é quase como estar dentro de um desenho animado antigo e I Was a Cloud é um adágio bem orgânico, Century Eyes e Rooks mostram uns Shearwater bem mais rough, mais poderosos, menos 'certinhos', prosaicamente falando. Na verdade, o que torna este Rook realmente coeso é aquela voz de Jonathan Meiburg - um Antony mais magrinho - e aquela melancolia tão impregnada. E ela rebenta na enorme The Hunter's Star, daqueles temas capazes de nos fazer perder o chão, nem que seja por 4 minutos e 1 segundo.

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Lídia Gomes às 23:22
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Domingo, 27 de Julho de 2008

Sonata de Outono

Impressionante a forma como a Bergman americana entra no universo do Bergman sueco, peixe em água na esgrima com essa extraordinária Liv Ullmann. Impressionante como em hora e meia se altera todo um imaginário, aquele da Ingrid da Hollywood clássica, a Ingrid de Casablanca. Está ali pela primeira vez mas é como se sempre lá tivesse estado. O resto é Bergman puro: de tão pouco cria-se tanto.     

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Fábio Jesus às 23:36
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Sábado, 26 de Julho de 2008

O novo (e glorioso) poster de Dexter


Lídia Gomes às 16:54
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

King

10 minutos após o início da sessão.

 

– É aqui que se compram os bilhetes?

(cara de poucos amigos) – Dois bilhetes 11 euros!

– Mas é aqui que se compram os bilhetes?

(ainda) – É.

– Ah. Então são dois para o Aleksandra, faz favor.

(estica o pescoço e olha para os cartazes afixados à porta, tentando confirmar, suponho, se o Aleksandra era mesmo um filme ali em exibição)

 

Isto depois de percorrer a Avenida Frei Miguel Contreiras de um lado ao outro, sob um sol abrasador e enganado por uma senhora a quem não ocorreu dizer “e vire à esquerda ali à beira da estação”. Pelo menos o Sokurov não desapontou.  

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Fábio Jesus às 23:19
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Algo está podre no reino de Sua Majestade

Já tinha aqui exposto as minhas sérias dúvidas quanto à tão apregoada excelência de Skins. Pois segunda temporada, segunda oportunidade, segunda desilusão. Perdoem-me o prosaico mas ver Skins chega a dar pena. Pena porque Jamie Brittain e Bryan Elslay não conseguem nunca em tempo algum aproveitar toda a liberdade para susceptibilizar, chocar, melindrar - e pelo meio contar umas verdades... - que uma série como Skins tinha à partida. Infelizmente, os buracos narrativos da primeira temporada - muito culpa da estrutura 'um episódio - uma personagem', que não permite o desenvolvimento sustentado das mesmas e das suas histórias - na segunda temporada tomam proporções quase épicas: as situações continuam inverosímeis, inócuas e exageradas, os desfechos previsíveis e os actores nem sempre correspondem às exigências do guião. Mas isso já nem é novidade.

 

O que realmente faz da segunda temporada de Skins um quase descalabro é a completa perda de noção do conceito de entretenimento, característica que foi segurando o primeiro tomo da história que foi mantendo, assim, um relativo interesse. Antes dinâmica, colorida, cheia de ritmo, na segunda temporada a série torna-se pastosa, negra, entediante. Nem a banda sonora -  que continua irrepreensível, diga-se - e onde pontifica gente do calibre de uns Arcade Fire, Animal Collective, Electrelane, Camera Obscura e Feist, só para citar alguns de muitos, salva o que Skins podia ter sido mas, vá-se lá saber porque, nunca chegou a ser.

 

Entre pontas soltas, histórias mal resolvidas e clichés disparados a ritmo de shotgun (a câmara que roda em torno do personagem que olha esmagado para a Times Square...onde é que eu já vi isto?), fico sem perceber de onde vem tamanha reverência à série por parte da crítica. E agora que muito se fala de um remake norte-americano, espera-se mais do que este tão sobrevalorizado resultado. Sim, porque ao lado de Chris Milles ou Sid Jenkins, os Ryan Atwoods desta vida estão ensopados de realismo.


Lídia Gomes às 22:17
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Monstros das bolachas

22 de Setembro, dia em que escaparates serão invadidos pelo terceiro disco da banda vanguardista com mais pinta dos nossos dias. Chama-se Dear Science, - assim mesmo, com uma vírgula colada no fim. Fica só a faltar aquele concerto por cá, num espaço fechado e não demasiadamente espaçoso, longe dos constrangimentos próprios de festivais.

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Fábio Jesus às 18:06
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Amor, ódio e tudo o resto

Superlativar é fácil e será com certeza feito um pouco por toda a parte. Fico-me por isto: anteontem vi um poeta cantar. Não trazia um famoso casaco de chuva azul, envergava um fato preto com chapéu. Riu-se daquela maneira só dele, uma ou duas vezes, como antes daquele verso do macaco e do violino de madeira compensada. Estremeci. Acelerou umas linhas de Hallelujah e a coisa ultrapassou os limites da realidade. Tocou durante quase três horas e fê-lo parecer fácil. Terá sido, por cá, a última vez. É pena.


Fábio Jesus às 15:45
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Sábado, 19 de Julho de 2008

Ontem amotinei o Soho...

... e mais logo conquisto Berlim.


Fábio Jesus às 11:20
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Artwork (3)

Esta cover art (de Skeletal Lamping, novo dos of Montreal, a sair a 7 de Outubro pela Polyvinyl) remeteu-me para esta, esta e esta. Vá-se lá saber porquê.


Fábio Jesus às 16:16
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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Paris/Amesterdão

Quando não se tem carácter, é preciso recorrer a um método. Albert Camus sabia como ninguém ler o inconsciente da acção humana. Do homem moderno cuja vida se resume a fornicar e ler jornais, que pensa ser auto-suficiente mas que está irremediavelmente comprometido com o mundo. Não tendo a clareza - e beleza, também - da construção literária de La Peste ou de L'Étranger, ler La Chute pode ser um exercício de tomada de consciência, uma bola de cristal nem sempre fácil de digerir mas quase sempre reveladora.


Lídia Gomes às 15:29
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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

O maior do Mundo

De calças e mangas arregaçadas, sandálias e acompanhado pela sua banda. Foi assim que Will Oldham se apresentou no O Meu Mercedes, espaço simpático, ainda que duro para a carteira, e surpreendentemente esgotado da ribeira portuense. Conhecia-lhe uma reputação de introversão, de rosto fechado e pouco expressivo; li por aí que os sorrisos eram escassos e a interacção parca. Errado. Começou assim, é certo, mas ao fim de sete ou oito músicas de um alinhamento enorme – duas horas e meia de concerto, com espaços entre canções que raramente ultrapassaram os trinta segundos –, Bonnie ‘Prince’ Billy começou a falar, descontraiu, e manteve o tom até ao fim. Disse um ‘olá’ atrasado, pediu vodka polaco, gracejou com o nome do bar, contornou exemplarmente a dificuldade logística de um encore e continuou, em fenomenal forma, a espalhar canções que soam maravilhosamente em disco e que ali, por vezes, soaram ainda melhor. Abstive-me do sing-along. Mantive-me em posição de reveria – estava a dois metros do homem! –, absorvendo calmamente tudo o que Oldham entoava. E, em certos momentos, fez-se magia: na versão semi-improvisada de The World’s Greatest, nos quase-silêncios de You Want That Picture ou, inevitavelmente, na perfeição da minha I See a Darkness. Copiando descaradamente certo blogue, foi assim que, anteontem, se ganhou o Oeste.


Fábio Jesus às 19:16
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Uma boa nova

João Bénard da Costa, Mário Dorminsky e Luís Miguel Cintra estão felizes com esta notícia. Mas nós, o Público do norte, ainda mais.

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Lídia Gomes às 17:22

editado por Fábio Jesus em 15/07/2008 às 23:06
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Sábado, 12 de Julho de 2008

Bonito, mas pouco

Se há coisa que me irrita na escrita para cinema ou televisão são os paralelismos fáceis: aqueles instantes quando os argumentistas, em momentos da mais saloia clarividência, se lembram de espelhar dúvidas ou pensamentos das personagens principais em acontecimentos secundários, normalmente com metáforas que tais escribas pensam muito inteligentes mas que contêm a subtileza de uma colisão entre dois camiões TIR e que resultam invariavelmente num momento de epifania da dita personagem principal. O episódio-piloto de Pretty/Handsome, novo projecto – que não passará dessa fase embrionária, já que ninguém lhe pegou – de Ryan Murphy (o senhor que de há uns anos para cá vem quebrando convenções na FX com Nip/Tuck), usa e abusa deste mecanismo, de tal forma que à terceira ou quarta vez dei por mim a pensar se o argumento não terá começado pela criação das supracitadas metáforas (cavalos-marinhos?) e estendido a partir daí. Abundam o facilitismo e a simplificação – aquele é um mundo de meninos-da-mamã, em que adolescentes broncos e lascivos quase conquistam mães de família através de meia-dúzia de estiradas catitas e uma capacidade surpreendente para a adivinhação e miúdos de dez anos com QIs astronómicos marcam encontros com pedófilos disfarçados de inocentes meninas de dezassete em três dedos de conversa numa sala de chat na internet (que vem acompanhada, claro está, da iconografia e sonoridade mais sexual possível a um nível infantilmente elementar, não vá o público burro não entender o que se está ali a passar) – e Murphy, que também dirige o episódio, opta ocasionalmente por um conjunto de soluções dignas de um aplicado discípulo da escola de realização da MTV: zooms rápidos, esbatimento de cores, dispersão sonora; publicidade de altíssimo calibre. Ficamos, acima de tudo, com a sensação de que Murphy se esforça em vão, qual miúdo excitado, por voltar a ser groundbreaking, por gerar controvérsia, trocando o sangue e tripas da sua novela – e não estou a criticar, de Nip/Tuck só vi a primeira época e, pese certos incómodos, gostei – sobre cirurgiões pela transexualidade de um ginecologista chefe de uma família, adivinhe-se, disfuncional. Aparente e inexplicavelmente, conseguiu-o, já que o esboço foi travado pelos poderosos chefões – donos orgulhosos, afinal, de tomates mais pequenos do que se pensava – da FX.

 

Dou o braço a torcer em certos aspectos, no entanto, e não hesitaria, apesar de tudo, em dar uma hipótese a um eventual segundo episódio, até porque consegui encontrar-lhe, meio escondido, algum potencial. Joseph Fiennes tem um ar apropriadamente feminino para a personagem, e sempre achei que Carrie-Anne Moss emana masculinidade por todos os poros, pelo que funciona como perfeito contraponto. E há por ali uma cena particularmente inspirada, perto do final, em que, após uma cena há muito aguardada de reatamento sexual, Fiennes e Moss, na cama, invertem os papéis: ela descansada, a olhar para o lado com ar de satisfação, ele a contemplar o tecto, mescla de terror e indignação no rosto. Mas é pouco, muito pouco. Mesmo para o primeiro pedaço de ficção televisiva em que tive o prazer de ouvir, vinda do nada e sem qualquer aviso prévio, a voz deliciosa de Amanda Palmer.   


Fábio Jesus às 15:50
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Aconteceu no Iraque

Argumentar que saiu das mentes de David Simon e Ed Burns, que nos trouxeram The Wire - um dos pedaços mais gloriosos da ficção que se fez e faz do outro lado do Atlântico - deve chegar para elevar Generation Kill a um dos mais que possíveis acontecimentos televisivos do ano. Com o carimbo de qualidade da HBO, esta minissérie de sete episódios tem como pano de fundo a entrada dos marines norte-americanos no Iraque, a partir do relato de Evan Wright, repórter da Rolling Stone que acompanhou os primeiros passos do 1º Batalhão de Reconhecimento do exército americano. Oportunidade ainda para ver caras já bem conhecidas da ficção da HBO como James Ransone (o Ziggy Sobotka de The Wire) ou Lee Tergesen (o Tobias Beecher de Oz). Qualidade garantida, já a partir de Domingo.


Lídia Gomes às 23:19
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

O regresso da loucura

Aproxima-se a passos largos a estreia, marcada para dia 27, da segunda temporada, e vai crescendo em mim, sub-repticiamente, a expectativa pela continuação do grande acontecimento televisivo do ano passado. Voltam o ambiente, o fumo constante, o copo na mão em pleno escritório, os adultérios e vidas duplas, a luxúria visual, a atenção milimétrica ao detalhe. Volta o Don Draper de Jon Hamm, que não hesitaria em colocar entre as mais fascinantes personagens da ficção televisiva de anos recentes. Volta, enfim, o filho pródigo de Matthew Weiner, ele próprio filho pródigo de uma outra série importante de um outro canal por cabo norte-americano. A ansiedade vai-se contendo com passagens pelo site da AMC, onde se encontram vídeos simpáticos, entre os quais um making-of em duas partes da primeira época, e com a leitura, aqui e ali, de opiniões de origens diversas. Como esta, de Jessica Winter, perfeita dissecação das maquinações por detrás de Mad Men:  


But it's the dashing über-WASP Don Draper—né Dick Whitman, son of a prostitute, orphan of the Depression—who most fully embodies the idea of the self as a brand that can be revamped on the whims of the market, without remorse or apology. He is what he does.


Fábio Jesus às 23:33
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

O Verão precisava de uma música assim (e nós, os pessimistas, também)

We're gonna lean this ladder
up against the water tower
climb up to the top
and drink and talk
(this summer!)

Me and my friends are like
'doublewhiskeycokenoice'
we drink along in double time
I drink too much, but we feel fine

We're gonna build something this summer
(gonna build something this summer)
summer grant us all the power
to drink on top of water towers
with love and trust and shows all summer
(get hammered!)
let this be my annual reminder
that we can all be something bigger

 

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Lídia Gomes às 17:19
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Sábado, 5 de Julho de 2008

Crítica

 

Vale a pena ler: ideias interessantes, bem pensadas e bem fundamentadas. Ficou-me, entre outros, este pedaço, retirado da alínea número três:

 

Nathan Lee, ex-Village Voice Critic and posterboy for the death of film criticism, recently conducted an interview with Rottentomatoes.com where he said something that perfectly dovetails with this point: “I’m reading all the time, but I can learn more about the movies I’m seeing this week from reading a great 19th century novel than I can from whatever XYZ critic has to say this week about whatever. I think another problem with movie writing is that it’s insular, especially Internet writing. It’s so narrow and insular and just about movies, and I think to be a really good writer and film critic you need a range. You need to know what’s going on in painting, you need to know what’s going on in music, you need to read books, and get laid, and go to restaurants, you know what I mean? A lot of movie writing is very impassioned but it’s very limited, very narrow. And I think good critics can put movies into a larger cultural and social perspective.”

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Fábio Jesus às 23:54
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

10 anos de frescura (só que nem sempre...)

Sítio de passagem obrigatória para cinéfilos ou simples curiosos da 7º arte, o Rotten Tomatoes vai, por estes dias, celebrando o seu décimo aniversário, nunca esquecendo os seus fiéis leitores/visitantes. Durante as próximas semanas, para esta página, estão prometidas as curiosidades, os melhores capítulos, os momentos mais marcantes e as memórias que nunca se apagam e que fazem a história deste simpático estaminé. Fresquinho? Sem dúvida!


Lídia Gomes às 23:19
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Faca na água

Os actores parecem os de Bergman, assim como os close-ups aos rostos e a trama que nos ilude na sua aparente simplicidade só para nos esbofetear mais tarde. É assim Nóz w Wodzie, filme de despojo de Polanski, história de três pessoas num barco sem destino. Classificá-lo com certezas é difícil mas, a quente, apetece-me chamar-lhe um invulgaríssimo road movie. E, já que trouxe Bergman à baila, aproveitar para dizer que Morangos Silvestres passa na RTP2, no próximo domingo, à meia-noite e meia.

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Fábio Jesus às 23:30
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