Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Bancarrota

Acabo de ler no suplemento Actual do Expresso que Annie Leibovitz, a grande fotógrafa americana, está, basicamente, falida. Triste notícia, ver Leibovitz hipotecar - literalmente - o seu trabalho, passado, presente e futuro, o talento agora subjugado à falta de jeito para a contabilidade e, quem sabe, a qualidade de trabalhos como os expostos em A Photographer's Life, 1990 – 2005 nunca mais repetida. Para já, e para bem dos nossos pecados, a câmera de Leibovitz parece não se ressentir. É só dar uma olhada à produção para promover a 3º temporada de Mad Men (que está quase aí, bendito Agosto) para a Vanity Fair para perceber que não há conta a zeros leve a arte da mulher.


Lídia Gomes às 23:30
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Mais Eastwood

Como espectador não gosto que se exiba a realização. Em MILLION DOLLAR BABY a câmara desloca-se muito, mas muito suavemente, uma pessoa não se dá conta dos movimentos. Não gosto que os planos se apresentem de forma a que as pessoas pensem no realizador que os dirige e no operador por trás da câmara. É o meu lado “cineasta à antiga”, imagino eu.

 

Nathan Hale disse, “Lamento só ter uma vida para dar ao meu país”. Bem, eu lamento só ter uma vida para dar a mim próprio! Mas tudo isto é uma fantasia, não se fariam todas essas outras coisas sem o necessário conhecimento. Olhando para trás é possível fantasiar: “Ena, se eu soubesse quando tinha seis anos – ou vinte, ou seja lá o que for – o que sei hoje!” Mas uma pessoa só sabe o que sabe num determinado momento e está constantemente a aprender e a mudar. O que é bom, faz com que se continue a seguir em frente. Se se sentir que não se tem mais nada a procurar, a cabeça entra num estado de senilidade. É só olhar para Manoel de Oliveira; tem 100 anos mas é como um homem nos seus 60. Que genes tem ele? Quando o vi na homenagem que lhe prestaram [em Cannes, em Maio de 2008] senti vontade de perguntar, “Qual é a sua dieta, senhor Oliveira? Que marca de whisky bebe o senhor?”.

 

Aos Cahiers du Cinéma e à Sight and Sound, respectivamente.

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Fábio Jesus às 19:37
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