Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

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Mandei umas patacoadas para a malta simpática do Cotonete que simpaticamente nos fizeram Blogue da Semana. Está aqui para quem de forma simpática quiser ver. De resto gosto muito de uma música de uns tais de Wild Nothing de seu nome Chinatown. E do lo-fi twee-pop (ui) dos Tennis. Coisa gira. E mais nada de novo. Até à próxima.


Lídia Gomes às 20:19
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Voltar de férias


Lídia Gomes às 00:36
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Sábado, 24 de Julho de 2010

Hoje


Lídia Gomes às 15:41
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Futurologia

Se isto for uma amostra representativa de Halcyon Digest, o próximo álbum dos Deerhunter vai ser supimpa. Valha-nos Bradford Cox.


Lídia Gomes às 10:23
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

No Meco, ao anoitecer

À falta de fundo de maneio uma escolha difícil se me deparou: dos três, a que dia do SBSR ir? Fui lá pela média. Por muito que quisesse ver Vampire Weekend ou até os The National - ainda que fosse pela terceira vez - o palco secundário do primeiro dia era imbatível com os protagonistas de três dos álbuns que mais despedaçaram o meu último par de anos. A saber, a menina Annie Clark em formato St.Vincent, bela, a mais bela das moças de guitarra na mão e o seu Actor (e o próprio Marry Me que descobri também entretanto), os Beach House, sempre os Beach House e a pérola Teen Dream e os Grizzly Bear de Veckatimest, que havia perdido nos Coliseus e não podia perder mais.

 

Meti-me então a caminho desse Meco de música, sol e muita areia e que dizer? A St. Vincent esforçou-se mas não chegou: faltou uma bateria, essencialmente uma bateria, para marcar o passo, aquele ritmo tão certo dos dois deliciosos álbuns da menina. E um som competente. Ainda assim começa com um Actor Out of Work fantástico e desfila como pode mais umas quantas de Actor, The Strangers, o celestial Just The Same But Brand New, tão celestial como o sol que se punha, e a sempre bem humorada Jesus Saves, I Spend de Marry Me. Saiu com a promessa de voltar, em nome próprio de preferência e numa sala a condizer. É bom que sim.

 

Logo de seguida então o momento do dia, os Beach House, pois claro. Eu peço desculpa por ultimamente não conseguir falar de mais nada mas realmente esta malta parte-me de quatro. O cenário também, diga-se, era perfeito. O lusco-fusco, a brisa, o cabelo selvagem de Victoria Legrand, tudo absolutamente dream-pop. Que grande concerto! Bom som, três pessoas num palco que mais pareciam uma orquestra. E o alinhamento, meu deus. Perfeitinho: revisitação quase total ao grande álbum deste ano (Teen Dream, nunca é demais dizer), só faltou Real Love, com muita pena minha; a habitué Master of None do primeiro álbum e o trio maravilha de Devotion, Gila, Heart of Chambers e a deslumbrante e assombrosa Astronaut, ao vivo ainda mais deslumbrante e assombrosa. Que os Beach House são caso sério já eu sabia há muito tempo. Mas agora entram noutro nível: o das grandes bandas à face desta terra.

 

E dos Grizzly Bear (não vou falar dos australianos que por lá passaram no meio, muito competentes os moços sim, mas tão competentes quanto desinteressantes), outros dos heróis indie, malta de melodias grandiosas, homens de aparato que muito provavelmente fica melhor numa sala. Não os vi nos Coliseus com muita pena minha mas se me disserem que por lá foi melhor acredito piamente. Foi um bom concerto mas esperava um pouco mais. Talvez o dia cheio de praia tenha empapado um pouco os ursos pardos mas a beleza das músicas está lá, de Yellow House o rendilhado de Little Brother e essa canção de coro que é Knife e Veckatimest com força: Southern Point, o chill de Cheerleader, o épico I Live With You, Fine For Now. E um Two Weeks com Victoria Legrand no backvocals que ainda ajudou em Slow Life. Não sublime, ainda assim a valer cada esforço para chegar ao Meco.

 

Vou ouvindo aqui e ali ecos de outros concertos que queria muito ver e fico com muita pena de não ter estado os três dias. Mas já valeu muito o primeiro. Até porque consta que os Vampire Weeekend voltarão em breve. Boa, boa!


Lídia Gomes às 14:17
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Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

Cinema educacional

A malta estudante de Jornalismo leva constantemente com o Citizen Kane e o All The President's Men em cima. Parece-me excelente. Mas não nos querem mostrar isto?

 


Lídia Gomes às 16:27
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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

Os do ano passado, de há uns meses, todos de agora

Não há obrigações académicas que nunca acabem nem reclusão cultural que sempre dure. Este blogue anda ao sabor da vida profissional dos seus pais e isso nota-se. Mas já estamos em Julho, só pode melhorar. E felizmente ainda se pode ouvir música no caminho casa-faculdade, como quem diz no 6 para os Hospitais da Universidade, pelo menos até à sua paragem mesmo em frente às monumentais e durante a sua sempre heróica subida. Isto para dizer que ando com três álbuns na cabeça. Um deles anda na minha cabeça desde Dezembro do ano passado porque o sonho adolescente dos Beach House apaixona qualquer um. A nossa relação entretanto evoluiu, agora é amor. Arrisco-me a afirmar que é a minha mais estável relação em muito tempo. Antes só amava a parte, um Silver Soul, particularmente um Take Care. Agora o amor é total. Começa na primeira guitarra rendilhada de Zebra e acaba no divino sussurro de Victoria Legrand na melhor música que este ano já pariu, Take Care, pois claro. E pelo meio é tudo maravilhoso. Só meses depois os pormenores saltam todos, desvendam-se, entram pelos ouvidos, acomodam-se e de lá nunca mais saem. Já repararam na quantidade de momentos que Lover Of Mine tem? E todos ligados por aquela onda marota, sexy p'ra caraças. Marota mas com classe, atenção. E aquela mudança de tom no final de Walk In The Park? É de escangalhar uma pessoa. E Real Love, que eu passava sempre à frente e que é piano feito coração a bater (boom, boom, boom, é Victoria Legrand que o diz). Enfim, Teen Dream mata-me. Do início ao fim.

 

Bom também é Logos de Atlas Sound, Bradford Cox, escolham, o melhor álbum de 2009 que só descobri em 2010. Não gosto absolutamente de tudo em Logos, ainda sou mais melódica que experimentalista. Mas o que gosto, gosto muito. Desde a mais bela música de amor feita por um tipo com síndrome de Marfan, Shelia, porque ninguém quer morrer sozinho, passando pela guitarra alegre de Criminals (aliás, a guitarra clássica é o melhor de tudo em Logos) e o temaço que é Walkabout, o tal dueto com o Panda Bear, uma maravilha pueril e acabando na quase sensual Attic Lights, pejada de languidez, tão indolente quanto este calor mole que vai fazendo por estes dias.

 

E por estes dias a grande sensação é mesmo essa manta de retalhos fabulosa que é Before Today, provavelmente o primeiro álbum "a sério" dos (ou do, sei lá, afinal de contas nem sei bem se isto é uma entidade colectiva) Ariel Pink's Haunted Graffiti. A sério, é incrível. Já lá vi de tudo, desde Michael Jackson, Joy Division, Earth Wind and Fire, disco chunga e rock cabeludo dos anos 80, rock mais luminoso dos 70, surf rock ou o caraças, soul melosa, enfim, uma miríade de coisas à partida nada conciliáveis mas que às tantas são e depois, la pièce de résistance, tudo escarrado de uma baixa-fidelidade deliciosa, ainda assim muito mais alta do que qualquer coisa que Ariel Pink já tenha feito. Que ainda por cima não canta muito bem. O que só melhora a coisa, note-se. Before Today é, numa palavra, desconcertante. E quantos álbuns hoje podem gabar-se disso?


Lídia Gomes às 23:07
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