Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010

Eu estou


Lídia Gomes às 20:21
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

Arrabaldes

O que mais surpreende em The Suburbs é a humildade. A sério, nunca pensei que depois de Funeral e Neon Bible os Arcade Fire se saíssem com algo tão despojado a momentos. Estamos a falar de dois álbuns de orquestrações maiores do que a vida, de uma grandiosidade talvez sem paralelo. E agora isto. É preciso ter coragem para deixar os orgãos de igreja, os crescendos, os clímax e fazer um álbum de rock. Simplesmente. Sim, porque mais que nunca, com The Suburbs os Arcade Fire são uma banda rock. E isto sem nunca deixar de lado o que realmente interessa, a melodia. Não consigo perceber quem teima em fazer comparações com Funeral. Eu falo por mim, um dia estava no sofá, ligo a televisão e oiço algures a Power Out. Se eu vos disser que pelo menos um bocadinho da minha vida mudou ali não estou a exagerar, afinal de contas era só uma adolescente e quando se é adolescente tudo o que interessa são os limites. Aquela música desafiou os meus limites como provavelmente nenhuma outra o tinha feito. E não parei até descobrir o que era aquilo. Nunca tinha ouvido nada como o Funeral, tão simples quanto isto. E por isso nada é comparável. O que me chatearia era ver os Arcade Fire em tentativas de epopeia para fazer outro Funeral. Felizmente Neon Bible já não era um Funeral, era ainda mais apoteótico, mais negro, ainda assim menos emotivo, é certo, mas era um grande álbum, difícil a tempos, pesado, mas outro grande álbum.

 

The Suburbs é mais um passo em frente numa discografia imaculada. Os canadianos despiram-se de grandes orquestrações, de grandes dores e ainda bem. Tudo ali dá cabo de mim, o conceito em si, a viagem aos subúrbios, e os sons mais americanos, chamemos-lhe assim. Não conheço nada bem a obra do patrão Springsteen mas quando a imagino na minha cabeça ela é uma espécie de City With No Children ou Suburban War. Com menos classe é certo, mas isto só serve para explicar o que já venho a dizer: desta vez os Arcade Fire preocuparam-se em fazer um belíssimo álbum de rock clássico, mais directo, mais imediato, sem preocupações de sobredosagem, a consumir sem medos. Se bem que, confesso, as minhas músicas preferidas destes dias do álbum continuam a ser as mais arcadefireanas, o combo Rococo - Empty Room à cabeça, a própria Ready To Start, as tais que ao vivo vão levantar muito braço. Pontos baixos nem sei se há, Month of May talvez, por ser uma canção anormalmente pobre melodicamente para os parâmetros dos Arcade Fire mas tudo se perdoa quando se percebe que serve de interlúdio para a quase-acústica Wasted Hours, grande momento lírico de Win Butler escondido numa aparente simplicidade instrumental, as músicas mais clarividentes querem-se assim. Aliás, a palavra nos canadianos está cada vez mais transparente, límpida e é ela que dá a coesão conceptual que instrumentalmente The Suburbs parece perder. Mas nada de problemático, aliás, porque haveria de ser problemático? Eu sei que os Arcade Fire não tarda nada enchem estádios e que já não é cool gostar deles. Mas escusam de arranjar desculpas tão mesquinhas. Sinceramente preocupa-me muito mais o Win Butler andar sempre com a mesma camisa e ter aquele penteado do que saber que afinal não sou só eu que gosto deles. Mas a escolha é de cada um. A minha Mãe não é tão fã do The Suburbs como dos dois primeiros mas deu-me razões mais plausíveis do que muita da crítica que por aí anda. É que ela gosta muito de órgãos de igreja.


Lídia Gomes às 12:01
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Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010

Frases polémicas em 2010

Adoro o The Suburbs. Explico mais tarde. Agora ainda não consigo.


Lídia Gomes às 10:54
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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010

Let's go downtown and watch the modern kids


Lídia Gomes às 17:12
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

Considerações acerca de um álbum com o mesmo nome que uma canção dos Death Cab for Cutie

Quem abduziu os Wolf Parade no pós-Apologies To The Queen Mary e os trocou por outra coisa qualquer que os devolva, por favor.


Lídia Gomes às 16:50
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