Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Distorções (mas pequeninas)

Os The Magnetic Fields não inventaram a pólvora. Por estes dias o shoegaze já tem idade para casar e ter filhos mas a verdade é que último da banda de Stephin Merritt é por vezes mais jesusandmarychainista que os Jesus and Mary Chain. O revivalismo dos anos 80 parece, neste caso, não ter exactamente agradado à crítica, que tem recebido Distortions de forma bem morna. Mas, da parte que me toca (e agora é que vem a parte polémica), o oitavo álbum de originais dos The Magnetic Fields é tão bom como Psychocandy e melhor que Loveless dos My Bloody Valentine.

 

Não sendo portanto um produto dotado de grande originalidade ou brilhantismo, Distortion vai marcando a diferença aqui e ali. Apesar de ser um álbum onde a distorção assume papel principal, a componente pop é sempre um adjuvante de grande valia. A voz de Merritt continua embargada, de crooner ébrio acabado de sair do bar, e que dá toda a emoção necessária ao estilo algo "frio" que canta. Contudo, a grande virtude de Distortion é ser de uma objectividade e eficácia estupendas. A tal distorção não precisa de nos arremessada em massadores temas de 6 minutos, fica bem mais agradavel quando nos ofertada em doses bem moderadas. E três minutos de California Girls (tão Beach Boys), Too Drunk To Dream ou Zombie Boy chegam perfeitamente para satisfazer.

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Lídia Gomes às 22:34
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5 comentários:
De M.A. a 24 de Janeiro de 2008 às 22:59
Estás mesmo à procura de polémica. Ai estás, estás! :)))


De Lídia Gomes a 26 de Janeiro de 2008 às 01:31
Já sabia que vinha porrada desse lado! :)
Epa gosto mesmo do álbum. Para dizer alarvidades deste estilo tenho mesmo de gostar!


De mlp a 26 de Janeiro de 2008 às 11:36
para dizeres que é melhor que o Loveless dos My Bloody Valentine (e estou calado quanto aos Jesus And Mary Chain) deve ser por gostares mesmo muito


De André a 29 de Janeiro de 2008 às 02:12
Depois de ouvir várias vezes o álbum, concordo contigo: é um excelente álbum, melhor que o mítico Loveless do MBV.


De O Puto a 15 de Fevereiro de 2008 às 12:37
Apesar de poder causar entusiasmo após audições repetidas, este disco viciante ainda tem que passar o teste do tempo para se poder afirmar melhor que "Loveless" ou "Psychocandy" (o que duvido fortemente). Em relação à obra-prima dos MBV, causa-me uma reacção tão forte hoje em dia como no ano em que comprei o CD (no longínquo 1992).


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