Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Isolamento

 

O que mais me espanta em In a Lonely Place é o negrume da fotografia – este não podia ter sido rodado a cores, como Johnny Guitar não o podia ter sido a preto e branco –, correspondido taco a taco pelo desencanto que percorre o argumento. Não há espaço para risos, Nicholas Ray não o permite. Sabemos desde o início, quando somos apresentados a Dixon Steele, argumentista em pleno bloqueio artístico, que a sua história não vai ter um final feliz. E Ray brinca com a nossa percepção: faz-nos acreditar que vemos um filme sobre um crime quando na verdade vemos um filme sobre um homem. Bogart, raramente melhor.

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Fábio Jesus às 22:15
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2 comentários:
De mlp a 18 de Maio de 2008 às 17:22
foi dos melhores "policiais" que já vi. a violência dos diálogos entre os actores principais é fabulosa. abraço


De Fábio Jesus a 20 de Maio de 2008 às 21:34
Sim, o sr. Ray era, entre outras coisas, mestre na gestão do diálogo.


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