Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Os meus doze

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Fábio Jesus às 16:23
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Uma saia, uma arma

Isabelle Adjani está recauchutadíssima e tem uma saia acima do joelho mas La Journée de la Jupe só convence quando são os alunos insubordinados - todos pretos ou mouros, como se não existissem franceses de gema mal comportados - a pegar na arma. Até lá, todo um relambório de trivialidades e umas lições de moral de plástico (Isabelle, já foste mais credível). Mas no fim fica um incomodo sim, pesado, e nisso o filme de Jean-Paul Lilienfeld é bem eficaz. Ao menos isso.


Já agora, o Mário Nogueira é que havia de ver isto. Uma professora destas nas manifs e metade dos problemas da classe estavam resolvidos.

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Lídia Gomes às 21:32
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Maravilhoso saber

Que o Celebrity Survey não morreu com o Tonight Show with Conan O'Brien. Kirstie Alley, continuas grande. Em todos os sentidos.


Lídia Gomes às 21:51
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Não sei de onde vem toda a agitação em volta de District 9. Não há por lá nada que não seja reciclado e até a abordagem estilo falso documentário, que redunda num imenso vazio quando não suportada por uma mínima noção de dramaturgia, de tempo, quando não é colocada por cima de uma qualquer ideia, já foi feita e refeita de formas mais eficientes (Blair Witch, Blair Witch). Como está, a coisa vai seguindo em direcção a nada e culmina num terceiro acto em que Neil Blomkamp, como se possuído por Roland Emmerich ou Michael Bay, deita por terra de vez a concepção primária de filmar corpos, vísceras, sangue e suor, e limita-se a filmar zeros e uns. Então e o cinema?

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Fábio Jesus às 21:56
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Horchata

Horchata, a bebida, aquela branco-pálido nascida para os lados de Valência com sabor a basicamente nada, é provavelmente das coisas mais odiosas que já me passaram pelo palato. A Horchata dos Vampire Weekend, essa, é bem melhor. Provem.

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Lídia Gomes às 23:15
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Diálogos e a janela

Pergunto-me: tem Inglourious Basterds seguido uma montagem mais, digamos-mos, ortodoxa, seria o resultado menos ousado mas mais harmonioso? Talvez. A divisão por capítulos, parece-me, ‘mata’ algumas personagens (o Archie Hicox de Michael Fassbender poderia ter sido tão mais) e os dois mais longos diálogos do filme funcionam de forma bem distinta: a cena inicial, quando Hans Landa visita a pradaria francesa para fazer jus ao seu apodo, é uma autêntica bomba-relógio, chega a ser extenuante para quem espera aquele olhar, aquele movimento que tudo vai despoletar; já o meeting na taverna arrasta-se sem crescendo e o desfecho é quase previsivelmente abrupto. Mas nem todos somos Christoph Waltzs. O que não significa que não tenha gostado de Inglourious Basterds, bem antes pelo contrário. Tarantino é singular e entre acção desbragada, a carambola histórica e pozinhos de humor certeiro lá aparecem imagens de rara sensibilidade. Aquele grande plano em que Shosanna olha pela janela do seu cinema, na noite da vingança, e a sua imagem aparece reflectida outra vez, e depois outra vez e outra vez é das coisas mais bonitas que vi numa sala de cinema em muito, muito tempo. E isso faz qualquer filme.

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Lídia Gomes às 02:42
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Domingo, 13 de Setembro de 2009

Primeiros dias de renhónhónhó

Tentei, mas – e ao contrário do mundo em geral, crítica em particular – não consigo achar o novo dos Noah and The Whale mais que péssimo. Estamos a falar de três quartos de hora de queixinhas em modo ‘garfo em ardósia’, de um tipo que resolve participar ao mundo a sua dor de corno numa travessa de grandiloquência oca e lírica bacoca. E pensar que João Lisboa, que enquanto crítico muito prezo, afirmou que este The First Days of Spring reduz os Arcade Fire à sua insignificante dimensão, chega a doer.

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Lídia Gomes às 21:29
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

A canção pop

É já em Setembro, para o Verão não acabar. O single Here To Fall ainda não convence nem faz jus ao nome do álbum. Mas pela capa Popular Songs é o It's a Blitz da rentrée.

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Lídia Gomes às 23:45
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009

Isto promete

Detalhes e o auspicioso alinhamento aqui.

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Fábio Jesus às 19:10
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

A contenção é a grande qualidade de Let the Right One In. Temos a cabeça de tal forma formatada pelos valores do terror hollywoodesco recente que ficamos constantemente à espera do susto fácil, de um movimento brusco de câmara, da montagem desenfreada e sem qualquer ligação com o sentido das coisas. Em vão. A câmara de Tomas Alfredson mantém-se quase sempre distanciada (repare-se na sua colocação aquando do primeiro “ataque” vampírico), racional, quase fria. Nos antípodas daquela, portanto. Sem artifícios de maior – um travelling aqui, um contra-picado ali, mas tudo muito esparso e sem cair no pedantismo boçal. Vale a pena aplaudir; isso e a forma como o sueco pega num género eminentemente negro e o pinta de um branco feérico, tanto mais impressionando quando ocasionalmente matizado em tons de vermelho.

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Fábio Jesus às 17:29
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Os de referência

Dez meses depois volta-se a Portugal. Finalmente pode-se ver o mar com mais frequencia, bebe-se bom café e a comida de casa sabe como nunca. Há coisas que não mudam. Para o bem e para o mal. Porque abre-se a revista Única do Expresso da última semana e às tantas, enquanto se pergunta a Pedro Adão e Silva a sua música ou interprete preferido, aparece um 'Mountain Goats', de John Darnielle como se de repente Mountain Goats fosse o nome de alguma música de John Darnielle e não o nome da sua banda. Pior, a crítica ao superlativo Veckatimest dos Grizzly Bear no Ípsilon Online é erro atrás de erro. Mario Lopes refere Veckatimest como o segundo álbum dos Grizzly Bear (antes de Yellow House de 2006 houve Horn of Plenty de 2004), Southern Point transforma-se em 'Southern Front' e a Ready, Able o Ípsilon rouba a segunda parte para um resumido e conciso 'Ready'. A crítica (a minha) não é gratuíta, é que parece que o Ípsilon tão-pouco lê os comentários dos seus leitores...

(e por falar em Grizzly Bear, e mesmo considerando a relatividade dos meus absolutos, Ready, Able é a música do ano)

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Lídia Gomes às 22:34
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Sábado, 4 de Julho de 2009

Pensamento aleatório ao som de 4'33

O nome da mais recente telenovela da TVI - Sentimentos - representa um claro esforço, por parte da estação cujo director felizmente não foi deposto, no sentido de atingir, para que não restem dúvidas, a suprema auto-explicação. Melhor, melhor só se se chamasse Monte de Merda.


Fábio Jesus às 20:26
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Valha-nos St.Vincent!

Canções já santificadas por aqui, num cenário a condizer. Amén!

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Lídia Gomes às 23:43
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Sónica alta definição

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Lídia Gomes às 20:39
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

A actriz Annie Clark

Ainda não tinha ouvido Actor e já tinha mais que razões para gostar de Annie Clark. Afinal a moça já havia tocado para Sufjan Stevens, cantado num dueto com Amanda Fucking Palmer e o nome do seu primeiro longa-duração sob o pseudónimo St. Vincent, Marry Me, foi tirado da boca da Maeby Fünke de Arrested Development. Boas influências, portanto. Mas nem eram precisas. Quando no tema que abre o álbum se ouve um desalentado paint the black hole blacker a contenda já está ganha. E percebe-se que Actor não é um álbum sobre pessoas felizes. É sobre pessoas que vertem vinho em chávenas de café à espera que as notícias se tornem boas, sobre actores sem trabalho, motéis e televangelistas. E quando tudo isto é embrulhado em doces melodias que logo explodem em distorção (The Strangers), numa certa atitude sexy-cool (Laughing With a Mouth of Blood) e em valsas dançadas - e cantadas - com as emoções à flor da pele (The Party), a candidatura para um dos melhores do ano está mais que encaminhada.

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Lídia Gomes às 23:31
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

O músico que veio do frio

Jens Lekman, o troubadour (ou trouvère, dependendo da vossa preferência geográfica) do século XXI, vem a Portugal em Julho para dois concertos: um, imagine-se, no Salão Brazil em Coimbra, a 17, e o outro, no dia seguinte, no portuense Maus Hábitos.


Fábio Jesus às 13:00
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Sábado, 23 de Maio de 2009

Vestido preto

Do staccato inicial passando pelo coro suave até à cavalgada final a la Wake Up. Que música.

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Lídia Gomes às 21:05
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Então e agora?

"Quando o bando de Emma entra pelo saloon de Vienna, para a prender, os misteriosos croupiers param as roletas. Enfrentando Emma com o seu terrível olhar, Vienna, sem desviar os olhos dela, dá uma seca ordem: «Keep the wheel spinning, Ed. I like to hear it spin.» No fim de cada visão de Johnny Guitar, só me apetece dizer ao projeccionistas: «Keep the film spinning. I like to see it spin.» Tanto, tanto."

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Fábio Jesus às 20:58
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Invitation to the Blues

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Fábio Jesus às 16:16
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Singularidades

Um certo anacronismo percorre as imagens de Singularidades de uma Rapariga Loura, resultado da transposição, por questões essencialmente financeiras, de um conto do século XIX para a Lisboa da actualidade. Os nomes (o do protagonista, Macário, à cabeça), os diálogos (religiosamente importados do livro, como não poderia deixar de ser), aquela brincadeira do Eça dentro do Eça, tudo parece fora de tempo, como que se toda a acção do filme se passasse numa bolha alheia à realidade e imperturbada por ela. Mais ou menos como cinema de Oliveira. O resto é o saber fazer do costume: aquela câmara teimosamente quieta que tudo faz tremer quando se desloca (e é preciso falar daquele travelling de esguelha entre salas), a beleza geométrica do plano da janela do quarto de Catarina Wallenstein, o arrebatamento que surge, logo na segunda cena, quando vamos vendo o país a passar pela janela do comboio onde falam Leonor Silveira e Ricardo Trêpa, a ilusão de fazer o complicado parecer tão simples. Enfim: he’ll outlive us all. E ainda bem.

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Fábio Jesus às 12:42
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