Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Idiossincrasias

A propósito deste desabafo, o Starbucks não tem bons pasteis de nata. Aliás, não tem pasteis de nata de todo. O café é, numa palavra, mau. Mas no último Domingo à tarde, de uma assentada só, Clementine dos The Decemberists, Lump Sum de Bon Iver e The Privateers de Andrew Bird. E de repente até as habituais caretas que faço a beber aquele dito espresso deixei de fazer.


Lídia Gomes às 20:46
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Sumo de laranja

Por entre uma frenética absorção da 5º temporada de The Wire - que, estando nós a falar não de televisão mas de HBO e tão perto do final, se aproxima cada vez mais da condição de monumento - e a constatação que 30 Rock tem da melhor comédia que já se fez, percebe-se que não é só de hoje que se vive. You Can't Hide Your Love Forever, acredito, foi um álbum definidor para muito boa gente. Inacreditável como em 1982 os Orange Juice conseguiram juntar, em pouco mais de 30 minutos, post-punk, coros bem negros, new wave e uma batida tão soul que Stevie Wonder não desdenharia, tudo rematado com aquela melancolia suburbana que Edwyn Collins berra sem com isso beliscar, ainda que por um bocadinho, o todo. Simbiose perfeita? A versão de L.O.V.E. Love, de Al Green - como se de repente Glasgow fosse uma grande igreja no Alabama  -  é tudo isso. E como só descobri este álbum agora...


Lídia Gomes às 19:18

editado por Fábio Jesus em 18/04/2009 às 23:18
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Ela é minha menina

Costumo frequentar certo café da baixa coimbrã por duas e apenas duas razões: é perto de onde moro e servem-se lá uns magníficos pastéis de nata. Tenho por hábito ir para lá ler, ou pelo menos partir do princípio que vou para lá ler e levar comigo um livro ou uma revista. Quando lá chego desengano-me: o barulho do local é sempre um nadinha superior ao limiar da minha tolerância particular, resultado da combinação fatal entre a azáfama de clientes e o barulho da televisão, daquelas de caixilho branco, sempre sintonizada num qualquer canal de música, talvez a MTV. O resultado é invariavelmente o mesmo: como o pastel, bebo um café e vou para casa. Mas insisto na semana a seguir, num daqueles actos de esperança teimosa e condenada.

Estive lá esta semana. Pedi um pastel e um café. A televisão lá estava, no canal do costume. Desfolhava ao acaso a revista que tinha comigo quando ouvi, irrompendo da banalidade habitual do local, esse bocado pungente de pop primaveril que é Minha Menina, a canção d’Os Mutantes. Alarmado, olhei para a televisão. Talvez a MTV tivesse elevado o padrão.

Era publicidade. A mais irónica das ironias. Mas, durante dez segundos, houve uma terceira razão para estar ali. Volto lá para a semana.   


Fábio Jesus às 00:15
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