Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Bancarrota

Acabo de ler no suplemento Actual do Expresso que Annie Leibovitz, a grande fotógrafa americana, está, basicamente, falida. Triste notícia, ver Leibovitz hipotecar - literalmente - o seu trabalho, passado, presente e futuro, o talento agora subjugado à falta de jeito para a contabilidade e, quem sabe, a qualidade de trabalhos como os expostos em A Photographer's Life, 1990 – 2005 nunca mais repetida. Para já, e para bem dos nossos pecados, a câmera de Leibovitz parece não se ressentir. É só dar uma olhada à produção para promover a 3º temporada de Mad Men (que está quase aí, bendito Agosto) para a Vanity Fair para perceber que não há conta a zeros leve a arte da mulher.


Lídia Gomes às 23:30
link | comentar | favoritos
Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

O génio louco



Aos 63 anos, Robert Crumb é tido como uma das figuras mais proeminentes do movimento underground comix, e considerado por muitos um dos mais notáveis artistas do século XX. É também uma espécie de génio louco. Não, Crumb não padece de qualquer distúrbio mental – é tão são como qualquer um de nós. Mas a excentricidade e a controvérsia são quase parte integrante da sua obra: a forma caricatural como desenha a mulher e o nu, o arrojo audaz a nível gráfico e sexual e a forte e aguçada crítica racial granjearam-lhe um número impressionante de críticos e um número ainda maior de profundos admiradores. Não se parece importar com uns ou outros – vive no alheamento, no Sul de França, e rejeita a fama e a sobreexposição que esta acarreta. Trabalha pela arte, não pelos créditos, e o seu maior crítico é ele próprio: pediu desculpa por vários elementos mais extremos dos seus trabalhos, chamando-lhes “masturbatórios”. Crumb, documentário homónimo realizado pelo amigo Terry Zwigoff em 1994, figura, incontornável, no panteão da não ficção da década de 90, e oferece-nos uma visão única da vida e família disfuncional de um dos grandes nomes da contracultura do último século.


Um dia, foi-lhe pedido que ilustrasse a capa de um álbum dos Rolling Stones. Recusou, por detestar a música da banda de Mick Jagger. Que mais seria de esperar de um amigo de Harvey Pekar?

tags: ,

Fábio Jesus às 22:47
link | comentar | favoritos

▪ os pornógrafos

▪ pesquisar

 

▪ Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

▪ posts recentes

Bancarrota

O génio louco

▪ tags

1982(1)

1985(1)

1989(1)

2004(3)

2006(11)

2007(67)

2008(75)

2009(46)

2010(8)

2011(1)

a música é a mãe de todos os vícios(16)

a música é mãe de todos os vícios(1)

apartes(3)

arte(2)

artwork(2)

cinema(190)

concertos(25)

críticas cinema(8)

críticas literatura(1)

críticas música(1)

efemérides(1)

entrevista(1)

festivais(2)

fotografia(1)

literatura(11)

momentos "saduf! muito bom!"(9)

música(231)

musica(1)

notícias cinema(1)

notícias música(7)

notícias televisão(3)

obituário(2)

off-topic(8)

pintura(2)

promessas(2)

quem escreve assim não é gago(7)

revistas(1)

televisão(101)

tops(7)

velhas pornografias(3)

videojogos(3)

todas as tags

▪ links

free tracking

▪ subscrever feeds