Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Momentos "Saduf! Muito Bom!" #9

 

Só a partir de quinta-feira poderei descobrir se o rol de Oscares que No Country For Old Men recebeu foram bem entregues. Acredito piamente que sim mas no meu íntimo torcia por There Will Be Blood, essa obra singular sobre a ganância desmedida, o capitalismo selvagem. Sobre um homem sem escrúpulos e sem fé. Todavia, se houve momento pelo qual esperei desassossegadamente durante a noite foi mesmo a subida ao palco dos protagonistas de Once. Continuo a preferir o Falling Slowly de Glen Hansard e Marketa Irglova improvisando numa andrajosa loja de música de Dublin, mas as orquestrações deram-lhe a grandiosidade que o momento pedia. E o instante em que foram anunciados como vencedores fez-me levantar da cadeira e bater as respectivas palmas. Alías, nem a audiência e o próprio Jon Stewart fizeram muita questão de esconder o seu favorito. Porque mereceu.


Lídia Gomes às 11:53
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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!" #8

 

Os Yo La Tengo, os mais interessantes avózinhos da cena indie norte-americana, são uns rapazes tímidos. De facto, a banda de Ira Kaplan sempre manteve uma atitude o mais low profile possível, não sendo propriamente adepta das luzes da ribalta e mantendo-se fiel à sua reduzida mas devota base de fãs. Ironia ou talvez não, neste Sugarcube, um dos singles desse álbum quase perfeito que é I Can Hear the Heart Beating as One (1997), os Yo La Tengo são obrigados a frequentar umas aulas particulamente engraçadas (basta referir que um dos "professores" é David Cross, o Tobias Fünke de Arrested Development), na tentativa de vender mais uns discos e dar mais dinheiro a ganhar aos executivos da sua editora. O videoclip mais cómico de sempre? Muito provavelmente.


Lídia Gomes às 23:50
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!" #7



Regra geral, uma cover, por muito bem conseguida que seja, tem dificuldade em superar a qualidade do original que a motivou. Como em todas as regras, no entanto, há excepções: muitos afirmarão que a Hallelujah de Jeff Buckley supera a de Leonard Cohen ou que esta versão maior do que a vida da Kiss Off soa melhor do que a original dos Violent Femmes (embora neste caso seja obrigado a discordar).


É curioso, portanto, constatar que o último grande sucesso do génio Johnny Cash tenha sido, precisamente, uma cover de Hurt, música que Trent Reznor escreveu e à qual deu vida com os seus Nine Inch Nails. Mas Cash não se limitou a reinterpretá-la: tornou-a sua. Adicionou-lhe o carisma natural da sua voz e o soco emocional que faltava, potenciado por um videoclip absolutamente assombroso de Mark Romanek. De tal forma que o próprio Trent Reznor se refere a Hurt como “uma canção que já não é minha”. Bravo, Sr. Cash.


 


Fábio Jesus às 22:40
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!" #6

 

Lost In Translation (Sofia Coppola, 2003), que vi no mais obscuro cinema da cidade, acabou por não corresponder  totalmente ás minhas enormes expectativas, culpa talvez do avassalador hype que rodeava a até então, última obra da menina Coppola. No entanto, é indiscutível a marca indelével que a película deixou nos mais inveterados cinéfilos, quer pelo seu magnífico (e algo sub-aproveitado) argumento mas principalmente pelo seu misterioso mas encantador final, que por si só, valeu o bilhete. As palavras que Bob Harris sussura a Charlotte são, ainda hoje, um enigma e, por isso, alvo de muita especulação. Mas cá para mim, prefiro continuar na ignorância e imaginar a minha própria versão... mas sempre ao som desse hino que é Just Like Honey, dos The Jesus and Mary Chain.


Lídia Gomes às 19:00
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!" #5

 

Estávamos no ano de 2000 quando Ágætis Byrjun marcou o início da internacionalização dos Sigur Rós. Com este álbum, a banda passou de ilustre desconhecida a mais um fenómeno de culto vindo da glaciar Islândia, muito graças a um post-rock vanguardista, ornamentado com a voz delicada de Jonsí e a sua já marcante guitarra "arranhada" pelo arco de violoncelo. E tal como a sua conterrânea Björk, também os Sigur Rós apresentam na sua videografia alguns exercícios de pura perturbação e genialidade. Este Svefn-G-Englar, realizado por Agust Jacobsson, antigo baterista da banda, é uma lição de liberdade protagonizada pelo grupo de teatro Perlan, todo ele constituído por portadores de Síndrome de Down. De uma beleza comovente.


Lídia Gomes às 23:15
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!" #4



Em vésperas do regresso a Portugal da rejuvenescida banda de Billy Corgan e companhia, no festival Alive!, nada melhor do que relembrar o genial videoclip de Tonight, Tonight, esse eterno pedaço de cultura pop que é a melhor coisa que Tim Burton nunca realizou. Por detrás das câmaras estiveram, em 1996, Jonathan Dayton e Valerie Faris, duo que ainda o ano passado nos presenteou com a pérola indie que é Little Miss Sunshine. O resultado entrou de imediato para a História. Sim, porque nunca guarda-chuvas que fazem o papel de armas fizeram tanto sentido.


Fábio Jesus às 23:55
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!"#3

 

A Canção de Lisboa (Cottinelli Telmo, 1933) é, em pé de igualdade com O Pai Tirano e O Pátio das Cantigas, o ponto alto da época de ouro do cinema português. Esquecendo por momentos toda a ideologia subjacente e o retrato por vezes exageradamente caricatural da sociedade portuguesa dos anos 30-40, esta fornada de filmes oferece-nos momentos de alta comédia, como este protagonizado pelo sempre desavindo casalinho, Vasco "Leitão" Santana e Beatriz "Alice" Costa.


Lídia Gomes às 22:23
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!"#2

 

Glengarry Glen Ross (James Foley, 1992) é notável por várias motivos: porque a palavra fuck e suas derivadas são proferidas num total de 138 vezes ao longo da hora e quarenta de duração, o que lhe granjeou o apelido, entre o cast, de Death of a Fucking Salesman; porque é um dos melhores filmes dos anos 90, o melhor de James Foley e incorpora umas das melhores ensembles de actores que tive oportunidade de visualizar, nomeadamente Al Pacino, Jack Lemmon, Alan Arkin, Alec Baldwin, Ed Harris, Kevin Spacey e Jonathan Pryce, e todos eles conseguem uma das melhores interpretações das suas carreiras; porque Alec Baldwin, nos escassos sete minutos em que aparece, rouba o filme num monólogo absolutamente memorável, que merece ser visto e revisto vezes sem conta.


Fábio Jesus às 16:38
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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Momentos "Saduf! Muito Bom!"#1

(Garden State, 2004)

 

Porque a vida é um abismo infinito pronto a ser explorado...

E "The Only Living Boy In New York" ao fundo...


Lídia Gomes às 22:32
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