Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

2008 em televisão

The Daily Show/The Colbert Report (Comedy Central)

 

Dexter (Showtime)

In Treatment (HBO)

The Life and Times of Tim (HBO)

Lost (ABC)

The Middleman (ABC Family)

The Office (NBC)

Pushing Daisies (ABC)

Reaper (CW)

Sons of Anarchy (FX)

True Blood (HBO)

 

Não vi Mad Men (2.ª época), da AMC, Battlestar Galactica, da Sci-Fi, The Shield, da FX, Californication, da Showtime, Flight of the Conchords, The Wire (5.ª), John Adams e Generation Kill, todas da HBO. Vantagem para esta última, mesmo assim, em ano de dita crise criativa (com mudança de presidente a acompanhar). E vêm aí Scorsese, Simon, Fontana e (talvez) Milch. Uma palavra para The Middleman, muito melhor do que teria, à partida, direito de ser, tendo em conta o bloco na qual foi enfiada, a mostrar a muito boa gente que há maneiras de subverter o formato procedural nesta época pós(durante)-CSI. Por cá, a desolação do costume. Futebol (e de fraca qualidade, como que em concordância com tudo o resto) e pouco mais.

 

Jon Stewart e Stephen Colbert são os maiores.


Fábio Jesus às 22:45
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

2008 em filmes

De (estreados em) 2008:

 

4 luni, 3 saptamâni si 2 zile (Cristian Mungiu)

Aleksandra (Aleksandr Sokurov)

Aquele Querido Mês de Agosto (Miguel Gomes)

Coeurs (Alan Resnais)

Entre les Murs (Laurent Cantet)

La Graine et le Mulet (Abdel Kechiche)

No Country for Old Men (Joel e Ethan Coen)

Obsluhoval jsem anglického krále (Jirí Menzel)

There Will Be Blood (Paul Thomas Anderson)

We Own the Night (James Gray)

 

Iron Man (Jon Favreau)

(Porque me pareceu o mais honesto dos filmes de Verão norte-americanos)

 

Em 2008:

 

2001: A Space Odyssey (Stanley Kubrick)

A Matter of Life and Death (Michael Powell e Emeric Pressburger)

Angst essen Seele auf (R.W. Fassbinder)

Days of Heaven (Terence Malick)

Don't Look Now (Nicolas Roeg)

La Jetée (Chris Marker)

Johnny Guitar (Nicholas Ray)

The Man Who Shot Liberty Valance (John Ford)

Los Olvidados; El Ángel Exterminador (Luis Buñuel)

La Passion de Jeanne d'Arc (Carl Theodor Dreyer)

Rebecca; Shadow of a Doubt (Alfred Hitchcock)

Santa Sangre (Alejandro Jodorowsky)

Le Souffle au Coeur (Louis Malle)

Sunrise: A Song of Two Humans (F.W. Murnau)

Tôkyô monogatari (Yasujiro Ozu)

Ugetsu Monogatari (Kenji Mizoguchi)

Il Vangelo Secondo Matteo (Pier Paolo Pasolini)

I Vitelloni (Federico Fellini)

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Fábio Jesus às 14:21
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

2008 em Música (2)

Amanda Palmer - Who Killed Amanda Palmer
Bon Iver - For Emma, Forever Ago
Bonnie 'Prince' Billy - Lie Down in the Light
Deerhunter - Microcastle
The Dodos - Visiter
The Hold Steady - Stay Positive
James McMurtry - Just Us Kids
Mount Eerie com Julie Doiron e Fred Squire - Lost Wisdom
Okkervil River - The Stand Ins
Why? - Alopecia

_________________________

 

Alejandro Escovedo - Sister Lost Soul
Antony and the Johnsons - Shake That Devil
Calexico - The News About William
Damien Jurado - Gillian Was a Horse
The Decemberists - Valerie Plame
Delta Spirit - People C'mon
Destroyer - Shooting Rockets (From the Desk of Night's Ape)
Frightened Rabbit - The Modern Leper
Glasvegas - Geraldine
The Gutter Twins - The Station
Los Campesinos! - Death to Los Campesinos!
M83 - Kim & Jessie
The Mountain Goats - Heretic Pride
Os Pontos Negros - Conto de Fadas de Sintra a Lisboa
Os Quais e José Tolentino Mendonça - Caído no Ringue
Randy Newman - Losing You
Shearwater - Rooks
Shugo Tokumaru - Parachute
Sun Kil Moon - Lost Verses
The Tallest Man on Earth - I Won't Be Found
TV on the Radio - Golden Age
The Walkmen - In the New Year
The War on Drugs - Arms Like Boulders
Vampire Weekend - Campus
Wolf Parade - The Grey Estates

_________________________

 

Amanda Palmer (Koko)
Bonnie 'Prince' Billy (O Meu Mercedes é Maior que o Teu)
Leonard Cohen (Passeio Marítimo de Algés)
The National (Aula Magna)
Sunset Rubdown (Zé dos Bois)

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Fábio Jesus às 23:58
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

2008 em música

15 álbuns

 

1. The Hold Steady Stay Positive

2. Beach House Devotion

3. Bon Iver For Emma, Forever Ago

4. Deerhunter Microcastle

5. Tiago Guillul IV

6. Vampire Weekend Vampire Weekend

7. Amanda Palmer Who Killed Amanda Palmer

8. b fachada Viola Braguesa EP

9. Portishead Third

10. The Dodos Visiter

11. Fleet Foxes Fleet Foxes

12. João Coração Nº1 Sessão de Cezimbra

13. Pete & The Pirates Little Death

14. Shearwater Rook

15. The Week That Was The Week That Was

 

20 músicas

 

Beach House  'Gila'|'House of Chambers'

The Hold Steady  'Constructive Summer'|'Sequestered In Memphis'

Shearwater  'The Hunter's Star'

Amanda Palmer  'Ampersand'

Bon Iver  'Skinny Love'

Bonnie 'Prince' Billy  'Missing One'

Deerhunter  'Agoraphobia'

Fleet Foxes  'White Winter Hymnal'

The Dodos  'Fools'

The Mountain Goats  'Sax Rohmer #1'

The Walkmen  'In The New Year'

Tiago Guillul  'Não Há Descanso no Sistema da Babilónia'|'Igrejas Cheias ao Domingo'

TV on the Radio  'Family Tree'

Vampire Weekend  'Oxford Comma'

Wolf Parade  'Language City'

b fachada  'Anda Que Está Dura'

João Coração  'Dobra' 

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Lídia Gomes às 22:41
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

2007 em... televisão



Depois da música, é a vez d’Os Novos Pornógrafos olharem para a televisão e dizerem de sua justiça. Este brainstorming histórico resulta no primeiro post colectivo do blogue, desde a abertura das hostilidades em Março, e onde em dez pontos revisitamos o que mais nos divertiu, espantou ou emocionou no ano de 2007. Sem qualquer ordem de preferência:

 

Doppler Effect

 

Este será provavelmente o único balanço do ano que consagra uma onomatopeia. Baralhados? No universo de The Big Bang Theory, divertida saga de quatro geeks sobredotados e da sua airosa e loiríssima vizinha, o efeito Doppler é muito mais do que um termo físico, é pura comédia. E vendo Sheldon a “sonorizar” o dito efeito só atesta que a série foi a melhor sitcom a estrear na nova temporada. Ainda mais com aquele intro!

 

Barneyismos

 

Hot/Crazy Scale, Lemon Law ou a mais recente Platinum Rule juntaram-se aos clássicos Suit Up! e Haaaave you met Ted? para consolidar o Barney de Neil Patrick Harris como uma das personagens mais hilariantemente idiossincráticas da televisão actual e assegurar que How I Met Your Mother continua a ser uma das sitcoms favoritas cá do sítio.

 

Pushing Daisies

 

A improbabilidade de êxito de um CSI meets Tim Burton é, aparentemente, enorme. Mas the facts are these: é impossível ficar desapaixonado por um bom ambiente kitsch, situações nada convencionais e uma voz-off participativa e com um melodioso accent. Tudo resulta nesse primoroso conto de fadas que é Pushing Daisies, a melhor nova série a ver a luz do dia em 2007. Quem disse que já não existiam histórias de amor originais?

 



O Diabo

 

Ray Wise interpreta o Diabo de Reaper com um carisma desarmante e um charme ultra-cool que o tornam excepcionalmente divertido de observar e fizeram com que a série produzida por Kevin Smith faça parte parte do quarteto, com Burn Notice, Chuck e Avatar: The Last Airbender, de não-sitcoms que mais pura diversão me garantiram em 2007.

 

Season Finale de Lost

 

É o incontornável acontecimento televisivo do ano. O clímax de uma 3º temporada que começou aos tropeços mas que se foi erguendo, culminando num pasmante twist final capaz de apelar ao lado mais violento e impetuoso do espectador. Porque, quer se queira quer não, Lost continua a ser um fenómeno, desde o primeiro episódio.

 

A América de Ira Glass

 

Há tempos, considerava aqui This American Life uma das mais refrescantes de meio da época televisiva, e continuo impenetrável nessa opinião. Adaptando o seu próprio programa de rádio, Ira Glass pinta um retrato cru e muito real de uma América esquecida e ignorada, raramente retratada no pequeno ecrã. Venha a segunda temporada.

 



Jack Attack

 

É espantoso como Alec Baldwin renasceu e se tornou num finíssimo actor de comédia. A interpretação do Jack Donaghy de 30 Rock roça, muitas vezes, a insanidade, tão própria dos lunáticos de projectos megalómanos e que Baldwin personifica como ninguém. A cena em que Donaghy interpreta vários familiares e conhecidos de Tracy Jordan vale todos os Emmys e Globos de Ouro deste mundo.

 

Dexter Morgan

 

Uma nova espécie de herói para o Século XXI, Dexter Morgan (Michael C. Hall) evoluiu consideravelmente em 2007. A criatura sombria e alienada do início da primeira temporada transformou-se num Homem em busca da sua própria identidade, e Dexter tornou-se no produto mais rentável da Showtime. Neil Jordan tentou uma aproximação cinematográfica à problemática do vigilante em The Brave One, mas o produto final ficou a quilómetros-luz da criação de Jeff Lindsay e James Manos, Jr..


Half-Wit

 

Half-Wit, episódio da 3º temporada de House, anda à volta de uma das melhores questões da série. Afinal House é bom ou mau? Devemos acreditar no semblante sereno de quem toca piano com o seu doente ou na besta que finge uma doença mortal para seu próprio benefício? É esta bipolaridade que ainda confere todo o interesse ao doutor mais rezingão da TV. Mas House é tão melhor quando nos mostra o que há de pior no Dr. Gregory House…

 

Frisky Dingo

 

Uma descoberta de fim-de-ano, Frisky Dingo é mais uma proposta importada directamente do Adult Swim, o genial bloco de programação para adultos do Cartoon Network. Muito menos hit/miss do que Robot Chicken mas igualmente pouco convencional, insultuoso, violento e, acima de tudo, hilariante, Frisky Dingo foi a série que mais me fez rir no ano passado. E o que é o Joker à beira de um super-vilão como Killface?



Nota final para o estado periclitante em que actualmente se encontra a estação televisiva norte-americana da qual nos habituámos a exigir um padrão de qualidade superior. Os manda-chuvas da toda-poderosa HBO conseguiram a proeza de, num espaço de dois anos, acabar com todas as séries dramáticas que eram os bastiões da companhia. As super dispendiosas Deadwood e Rome não escaparam ao cancelamento prematuro, The Sopranos terminou em Junho um percurso que durava desde 1999 e a brilhante The Wire segue pelo mesmo caminho, já que os dez episódios da 5.ª época que começam a ir para o ar já este mês são também os últimos de toda a série.

 

Melhor sorte não tiveram os substitutos de 2007: John from Cincinatti – sobre a qual ainda não me decidi se não teve sucesso por ser demasiado inteligente ou precisamente pelo oposto – foi cancelada ao fim de dez episódios e Tell Me You Love Me dividiu a crítica e o público ainda que, vá lá, tenha sido renovada para uma segunda temporada. Resta esperar que In Treatment (ainda que se esperasse mais da HBO do que o fácil caminho do remake…) e a nova de Alan Ball, True Blood, façam jus ao padrão elevadíssimo de qualidade que o canal apresentava ainda há três ou quatro anos atrás.


Fábio Jesus às 23:02
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Sábado, 29 de Dezembro de 2007

2007 em... álbuns (2)


1. The National - Boxer

2. Radiohead - In Rainbows

3. Animal Collective - Strawberry Jam

4. Blonde Redhead - 23

5. Arcade Fire - Neon Bible

6. Jens Lekman - Night Falls Over Kortedala

7. Electrelane - No Shouts, No Louds

8. Wilco - Sky Blue Sky

9. Andrew Bird - Armchair Apocrypha

10. Feist - The Reminder

11. The Sea and Cake - Everybody

12. Sunset Rubdown - Random Spirit Lover

13. Bodies of Water - Ears Will Pop & Eyes Will Blink

14. Spoon - Ga Ga Ga Ga Ga

15. The Fiery Furnaces - Widow City


Consenso d’Os Novos Pornógrafos na escolha de Boxer como o álbum do ano. A coesão, o negrume e um punhado de canções maiores fazem do quarto registo de originais dos The National o acontecimento discográfico de 2007; In Rainbows dos Radiohead mostrou-se muito mais do que um ataque à indústria, firmando-se como o melhor álbum do colectivo liderado por Thom Yorke desde Kid A e o doce de morango dos Animal Collective foi o melhor exemplo de como experimentalismo e grandes melodias podem perfeitamente coexistir.

 

Contudo, comparando com a produção sublime de 2006, o ano discográfico de 2007 fecha-se com um certo travo a decepção. As desilusões ou os álbuns menos conseguidos ultrapassaram, infelizmente, em muito as confirmações (com Bloc Party, Bright Eyes, Interpol, Shout Out Louds e, de certa maneira, The New Pornographers, à cabeça), o que não invalida que este ano nos tenha brindado com uma boa meia dúzia de grandes trabalhos. Para a revelação do ano, entrego o galardão aos Bodies of Water e ao belissímo Ears Will Pop & Eyes Will Blink. 

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Lídia Gomes às 19:03
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

2007 em... álbuns (1)



1. The National - Boxer

2. Okkervil River - The Stage Names

3. Sunset Rubdown - Random Spirit Lover

4. Arcade Fire - Neon Bible

5. Les Savy Fav - Let's Stay Friends

6. Dropkick Murphys - The Meanest of Times

7. LCD Soundsystem - Sound of Silver

8. Jens Lekman - Night Falls Over Kortelada

9. Miranda Lambert - Crazy Ex-Girlfriend

10. Andrew Bird - Armchair Apocrypha

11. Animal Collective - Strawberry Jam

12. Beirut - The Flying Club Cup

13. Richard Thompson - Sweet Warrior

14. The White Stripes - Icky Thump

15. Stars of the Lid - And their Refinement of the Decline


Sobre os três primeiros, pouco a acrescentar. Boxer foi o único álbum que me arrebatou por completo em 2007, foi muito provavelmente o que mais rodagem teve por estes lados e marcou finalmente a consagração dos The National como uma das melhores bandas da actualidade; The Stage Names é, a meu ver, o disco menos forte entre os últimos três da banda de Will Sheff, mas apenas porque considero tanto Black Sheep Boy como Down the River of Golden Dreams álbuns extraordinários; sou um enorme fã dos devaneios de Spencer Krug e camaradas nos seus múltiplos projectos e Random Spirit Lover, não sendo perfeito, representa mais um passo em frente e é o acompanhamento perfeito tanto para Shut Up I Am Dreaming como para Apologies to the Queen Mary.

 

De resto, entre confirmações (Arcade Fire, LCD Soundsystem, Jens Lekman, Beirut), surpresas (Dropkick Murphys, Miranda Lambert) e descobertas (Les Savy Fav, Richard Thompson, Stars of the Lid), olho para 2007 como um sólido ainda que longe de espectacular ano discográfico. E só tenho pena de não ter gostado mais de The World Has Made Me the Man of My Dreams, para poder mencionar aqui o nome da sua intérprete, Me'Shell Ndegéocello. Ora bolas.

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Fábio Jesus às 19:16
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