Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Praia

Segundo aparte em dois dias, vê-se mesmo que estamos em tempo de férias: um sentido bem hajam aos senhores Brian Rothstein, Eric Tams e Sukhbir Sidhu, trabalhadores afincados (não duvido) da PopCap Games e criadores desse pedaço diabólico de software a que chamaram Peggle, vício incontrolável de há dois anos para cá, assassino de tempos mortos (trocadilho!), atestado ao poder da fórmula vencedora, por mais aparentemente simples que seja. Alguém disse Pajitnov?


Fábio Jesus às 23:27
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

O rei do Kong



A narrativa de The King of Kong foca-se no confronto entre dois homens com um objectivo comum: chegar ao título de recordista mundial de Donkey Kong, o primeiro de uma série de videojogos protagonizados por um certo canalizador italiano chamado Mario. Um deles detém o recorde desde os anos 80, é arrogante e tem o complexo de Deus do mundo dos jogos de computador; o outro, o desafiante, é um tipo afável, com uma família normal e uma paixão enorme por Donkey Kong, aliada a uma crença de que, se se esforçar o suficiente, pode ser o melhor. No muito bizarro universo deste documentário, o segundo é claramente o herói e o primeiro claramente o vilão, e é nesta dualidade que assenta todo o nosso interesse enquanto espectadores.


O que mais impressiona em The King of Kong é o quanto o comportamento destes homens e dos que os rodeiam espelham muito mais os que se esperariam de adolescentes do que dos adultos que são. Billy (o recordista desafiado), particularmente, age de forma estranhamente peculiar, declinando falar com Steve (o desafiante) quando este lhe pede, agindo nas suas costas e lançando estiradas do calibre de “work is for those who can’t play videogames”. Ao mesmo tempo, Seth Gordon (o realizador) joga com a nossa sensibilidade, pedindo que escolhamos uma posição – invariavelmente a de Steve – e fazendo o que estamos a ver parecer muito mais ficção do que a realidade.


Recheado de personagens caricatas, muito divertido e bem mais provocante do que aparenta, The King of Kong é um dos mais fascinantes documentários de 2007, e uma celebração do geekismo se alguma vez houve uma.


Fábio Jesus às 19:48
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Videojogos



Como qualquer jovem nascido nos anos 80 ou nos 90, cresci a jogar videojogos e fascinado por eles. Foi uma paixão que surgiu muito antes do cinema ou da música, numa altura em que tinha em alta consideração bandas como os Cartoons ou, cá dentro, os eternos Excesso, e achava que não havia nada melhor do que os filmes do Steven Seagal. E sim, tive um crescimento tão saudável quanto feliz, divertido a jogar fervorosamente preciosidades como Final Fantasy VII ou – recuando uns anos valentes – o Sonic the Hedgehog original da Mega Drive.


Toda esta introdução lamechas para dizer que o Discovery Channel cozinhou uma mini-série de cinco episódios que se propôs a explorar cronologicamente a história dos videojogos, percorrendo todo o período desde que William Higinbotham criou a primeira experiência interactiva de entretenimento de um computador com Tennis for Two (1958) até aos mundos virtuais interactivos de hoje em dia, como Second Life. Chama-se Rise of the Video Game e está longe, muito longe de representar uma visão definitiva sobre o (para muitos) surpreendentemente rico mundo dos videojogos, não deixando por isso de ser interessante, pedagógico e, à semelhança da matéria-base, extremamente divertido de observar. 


Onde Rise of the Video Game realmente falha é no género de abordagem que escolhe. Centrada num ponto de vista sociológico, a série perde-se frequentemente em analogias e paralelismos, com as várias Guerras ou com as mentalidades e disponibilidades psicológicas das várias gerações de jogadores, e quando o faz o interesse dá lugar ao tédio. Quando funciona, no entanto, Rise of the Video Game fá-lo muito bem. Qualquer gamer que se preze achará aliciante a possibilidade de escutar o que tem para dizer gente como Sid Meyer, Will Wright, Peter Molyneux ou Shigeru Miyamoto, lendas da indústria e visionários por direito próprio. Só tenho pena que alguns dos meus heróis pessoais do mundo videojogável, caso de Warren Spector ou Hironobu Sakaguchi, não marquem presença.


Rise of the Video Game é um retrato interessante se incompleto de uma indústria cujos lucros se preparam para ultrapassar os do cinema e da música combinados e tem o condão de nos deixar com o “bichinho” no fim de cada episódio. O que, por si, já vale uma recomendação.


Fábio Jesus às 22:36
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